OpenAI lança iniciativa para acelerar a ciência com novos modelos de IA

OpenAI lança iniciativa para acelerar ciência com novos modelos de IA. Kevin Weil detalha estratégia, sem substituir cientistas, focando em tarefas repetitivas

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(Imagem de reprodução da internet).

OpenAI Busca Acelerar a Ciência com Novos Modelos de IA

A OpenAI, conhecida por seus avanços em modelos de linguagem, está expandindo seus esforços para auxiliar a comunidade científica. A empresa lançou o OpenAI for Science, uma iniciativa dedicada a aplicar seus modelos de IA em atividades de pesquisa.

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Kevin Weil, vice-presidente da OpenAI e líder do novo time, detalhou a estratégia, enfatizando que o objetivo não é substituir cientistas, mas sim acelerar o processo de descoberta.

O foco principal da iniciativa é reduzir o tempo gasto em tarefas repetitivas e aumentar a capacidade de exploração de ideias. A OpenAI for Science se baseia na premissa de que os modelos de linguagem evoluíram a ponto de se tornarem colaboradores científicos úteis, especialmente com os modelos de raciocínio que “quebram” os problemas em etapas.

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Essa mudança ocorreu ao longo de 2024 e 2025, com os modelos demonstrando desempenho competitivo em matemática avançada e física de pós-graduação.

A Humildade Epistemológica e o Aprendizado Contínuo

Inicialmente, a OpenAI afirmou que o GPT-5 havia resolvido um problema de Erdős, mas pesquisadores apontaram que o modelo apenas apresentou soluções já publicadas. A empresa adotou o conceito de “humildade epistemológica”, buscando garantir que o modelo diga “aqui está algo a considerar”, em vez de “aqui está a resposta”.

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O principal ganho científico da IA, segundo Weil, é apontar novas direções e evitar retrabalho.

Aplicações Práticas e Colaboração

Os modelos estão sendo usados como ferramentas de apoio em diversas etapas do trabalho científico, desde a busca por referências até a sugestão de experimentos. Um sistema pode atuar como crítico de si mesmo, revisando soluções antes de apresentá-las ao pesquisador.

Essa abordagem permite lidar melhor com erros e alucinações, que ainda são comuns nos modelos. A OpenAI acredita que o uso intensivo de IA pode aumentar a qualidade e a velocidade do pensamento científico.

Cientistas Adotam a IA como Colaborador

Pesquisadores como Robert Scherrer e Derya Unutmaz estão utilizando os modelos da OpenAI para resolver problemas, gerar ideias e planejar experimentos. Scherrer relata que o GPT-5 ajudou a resolver um problema que o atormentava há meses, enquanto Unutmaz utiliza o modelo para analisar dados antigos e apresentar interpretações inéditas.

A adoção da IA como colaborador científico parece estar se tornando uma prática comum, impulsionada pela sua capacidade de acelerar o processo de pesquisa.

Concorrência e o Futuro da Pesquisa

A incursão da OpenAI na ciência não é inédita, com empresas como o Google DeepMind já investindo em modelos de IA para pesquisa. A OpenAI acredita que 2026 pode ser o ano em que a ciência se beneficiará da IA da mesma forma que a engenharia de software se beneficiou em 2025.

A empresa enfatiza que o uso intensivo de IA pode aumentar a qualidade e a velocidade do pensamento científico, e que cientistas que não utilizarem a IA correm o risco de ficar para trás.

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