ONU Condena Ação dos EUA na Venezuela e Cria Precedente Perigoso

ONU reúne-se para discutir ação dos EUA na Venezuela após deposição de Maduro. Reunião visa avaliar “precedente perigoso” e tensão entre EUA e Venezuela.

03/01/2026 18:26

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(Imagem de reprodução da internet).

Reunião da ONU Aborda Ação dos EUA na Venezuela

O Conselho de Segurança das Nações Unidas realizará uma reunião na segunda-feira (5) após a ação dos Estados Unidos que resultou na deposição do presidente venezuelano, Nicolás Maduro. A medida, considerada um “precedente perigoso” pelo secretário-geral da ONU, António Guterres, surge em um contexto de crescente tensão entre os países.

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A Colômbia, com o apoio da Rússia e da China, solicitou a reunião do conselho de 15 membros. A iniciativa visa discutir a escalada das tensões entre os Estados Unidos e a Venezuela, que se manifestou em diversas reuniões anteriores, em outubro e dezembro.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que Washington administrará a Venezuela “até o momento em que possamos fazer uma transição segura, adequada e criteriosa”. A forma como Trump pretende supervisionar a situação na Venezuela permanece incerta.

O embaixador da Venezuela na ONU, Samuel Moncada, acusou os EUA de violarem a Carta de fundação da ONU, que proíbe o uso da força contra a integridade territorial de outros países. Moncada descreveu a ação como uma “guerra colonial” com o objetivo de destruir o governo venezuelano e explorar seus recursos naturais.

O porta-voz de Guterres, Stéphane Dujarric, expressou preocupação com o “precedente perigoso” criado pela ação militar dos EUA. Dujarric ressaltou a importância do respeito ao direito internacional e à Carta da ONU, enfatizando a preocupação com a falta de cumprimento das regras estabelecidas.

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Nos últimos meses, o governo Trump intensificou a pressão sobre a Venezuela, com ações que incluem o alvo de embarcações suspeitas de tráfico de drogas e o aumento da presença militar na região. Além disso, foram implementados bloqueios a embarcações sujeitas a sanções, como a interceptação de navios-tanque carregados com petróleo venezuelano.

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