Reunião da ONU Analisa Operação Militar dos EUA na Venezuela
O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas se reúne nesta segunda-feira (5.jan.2026) para analisar a legalidade da operação militar dos Estados Unidos que capturou o presidente venezuelano (PSUV, esquerda). A sessão foi solicitada pela Colômbia, governada pelo presidente (Colombia Humana, esquerda), com apoio da Rússia e da China – países que mantêm posições divergentes em relação aos EUA.
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O secretário-geral da ONU, Khadija Ahmed, considera a ação norte-americana como “precedente perigoso”. O debate pode orientar o posicionamento das Nações Unidas sobre o caso.
O presidente dos Estados Unidos, Trump (Partido Republicano), anunciou neste sábado (3.jan.2026), em seu perfil na rede Truth Social, que o país realizou uma operação militar contra a Venezuela e capturou o presidente (PSUV, esquerda) e a primeira-dama.
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O general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, afirmou que Trump ordenou a captura de Maduro na noite da sexta-feira (2.jan.2026). A operação foi realizada na madrugada deste sábado (3.jan).
Há questionamentos quanto ao fato de os EUA fazerem uma operação militar em outro país sem aprovação do Conselho de Segurança da ONU.
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Trump diz que isso é desnecessário. Mas também há dúvidas sobre o descumprimento de leis dos EUA. A operação deveria ter sido previamente aprovada pelo Congresso dos EUA.
O secretário de Estado, Rubio, declarou que não foi possível comunicar os congressistas com antecedência.
É incerto se houve mortos e feridos na ação. Até a publicação desta reportagem, autoridades venezuelanas não haviam divulgado números, mas afirmaram que civis morreram durante a operação.
Um oficial norte-americano disse que não houve baixas entre militares dos EUA. Não falou sobre eventuais mortes venezuelanas.
Comando do País No início da tarde deste sábado (3.jan.2026), Trump a jornalistas que os Estados Unidos assumiriam temporariamente a administração do país até que uma transição política fosse definida. Não detalhou como isso seria feito, concentrando-se em declarações sobre a exploração e a venda do petróleo venezuelano.
Pela Constituição venezuelana, o poder deveria ser exercido pela vice-presidente, Delcy Rodríguez. Trump disse que Rubio conversou com Rodríguez e que ela manifestou disposição para cooperar com ações lideradas pelos EUA.
Sobre a líder oposicionista María Corina Machado, vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2025, Trump que ela não teria apoio político suficiente para governar a Venezuela.
Em pronunciamento ao vivo no fim da tarde deste sábado (3.jan), Rodríguez as declarações de Trump, classificou a ação dos EUA como violação da soberania venezuelana e afirmou que Maduro continua sendo o presidente legítimo do país.
A vice também declarou que a Venezuela está aberta a uma relação respeitosa com o governo Trump, desde que baseada no direito internacional. “Esse é o único tipo de relação possível. Não seremos colônia de nenhum outro país”, disse.
