Conselho de Segurança da ONU analisa legalidade da operação dos EUA na Venezuela. Reunião em 5/1/2026 com Colômbia, Rússia e China. Críticas à intervenção e preocupação com o futuro
O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) se reunirá na segunda-feira, 5 de janeiro de 2026, para examinar a legalidade da operação militar dos Estados Unidos que resultou na captura do presidente venezuelano (Partido Socialista Unido da Venezuela – PSUV, esquerda).
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A solicitação da reunião foi feita pela Colômbia, governada pelo presidente (Partido Republicano, esquerda), com o apoio da Rússia e da China – países que mantêm visões divergentes em relação aos Estados Unidos.
O secretário-geral da ONU, Khadija Ahmed, classificou a ação norte-americana como “precedente perigoso”. A sessão do Conselho de Segurança, que começará às 12h (horário de Brasília), avaliará a legalidade da operação e discutirá possíveis desdobramentos diplomáticos, conforme declarado por Khadija Ahmed, porta-voz da Missão Permanente da Somália na ONU.
A intervenção militar norte-americana ocorreu após meses de pressão sobre o governo venezuelano. Em comunicado, o embaixador venezuelano na ONU, , afirmou que a operação representa uma agressão à soberania do país. Segundo Moncada, trata-se de “uma guerra colonial” com o objetivo de destruir a forma republicana de governo da Venezuela e impor um governo subordinado, com foco na exploração de recursos naturais, incluindo reservas de petróleo.
A porta-voz de Guterres, Khadija Ahmed, declarou que o secretário-geral reforça a necessidade de respeito ao direito internacional, inclusive à Carta da ONU, e manifestou preocupação com o descumprimento dessas normas. A reunião do Conselho de Segurança pode influenciar o posicionamento das Nações Unidas sobre o caso.
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