A Organização das Nações Unidas (ONU) manifestou nesta terça-feira, 6, grande preocupação com a situação internacional, apontando para uma possível violação de um princípio fundamental do direito internacional. A declaração foi feita por Ravina Shamdasani, porta-voz do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos, em coletiva de imprensa em Genebra, na Suíça.
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A ONU ressaltou que nenhum Estado deve utilizar a força contra a integridade territorial ou a independência política de outro Estado. A preocupação se intensifica com a instabilidade em diversos países e o impacto potencial na região.
Apelo do Secretário-Geral
O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, também fez um apelo para que os países respeitem os princípios de soberania e independência política dos Estados. As declarações foram lidas em seu nome pela vice-secretária-geral Rosemary DiCarlo.
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Guterres expressou preocupação com a possível intensificação da instabilidade e o impacto na região, além do precedente que ações como essa poderiam criar nas relações entre os Estados.
Posição do Brasil na ONU
Na reunião do Conselho de Segurança da ONU, o Brasil manifestou sua posição. O representante brasileiro, Sergio Danese, rejeitou a intervenção armada no território venezuelano, considerando-a uma violação da Carta das Nações Unidas e do direito internacional.
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Danese criticou a prisão do presidente venezuelano, classificando os atos como uma grave afronta à soberania da Venezuela e um precedente perigoso para a comunidade internacional. Ele destacou que a aceitação de ações dessa natureza levaria a um cenário de violência e erosão do multilateralismo.
Visão da China sobre a Situação
O embaixador chinês Geng Shuang expressou preocupação com a ação dos Estados Unidos, que culminou na prisão de Nicolás Maduro, considerando-a uma grande ameaça para a América Latina. Shuang afirmou que os EUA colocaram seu poder acima do multilateralismo e da diplomacia, representando uma ameaça à paz e à segurança na região.
Geng Shuang enfatizou o papel importante dos países da América Latina e do Caribe na manutenção da paz e da estabilidade global, defendendo o direito de cada nação escolher seu próprio caminho de desenvolvimento. Ele condenou fortemente os atos do governo Donald Trump, reforçando a necessidade de respeito à soberania dos Estados.
A China se mostrou “profundamente chocada e condena fortemente” os atos do governo Donald Trump.
