ONG aponta 375 liberações de presos políticos na Venezuela. Em janeiro de 2026, organização Foro Penal relata 375 solturas, enquanto governo interino afirma 626
Em 25 de janeiro de 2026, o presidente da ONG Foro Penal, Alfredo Romero, anunciou que 104 presos políticos foram libertados na Venezuela. A organização, que acompanha de perto as detenções motivadas por questões políticas no país, informa que o total de liberações desde dezembro totaliza 375 pessoas.
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O governo interino venezuelano, por sua vez, afirma ter realizado 626 solturas no mesmo período.
Não existe uma contabilidade oficial ou lista de nomes dos indivíduos libertados. A organização não possui também uma lista consolidada que indique o número exato de presos políticos que ainda permanecem detidos, considerados condenados por motivos políticos.
As liberações ocorreram após Delcy Rodríguez assumir interinamente o poder, em meio a negociações com os Estados Unidos. Essa situação é vista como um acordo entre os dois países. Familiares dos presos políticos mantêm uma vigília em frente aos presídios, acompanhando a situação.
Alfredo Romero, através de sua conta no X, comunicou que a organização continua a verificar outras liberações. O governo interino, liderado por Delcy Rodríguez, planeja solicitar uma análise do alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, sobre os números oficiais de solturas.
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Em 5 de janeiro de 2026, as autoridades venezuelanas liberaram Rafael Tudares, genro de Edmundo González Urrutia, um adversário de Nicolás Maduro nas eleições de 2024. Também foram libertados o ex-candidato presidencial Enrique Márquez, a especialista em assuntos militares Rocío San Miguel e o ativista e jornalista Roland Carreño.
A lista de opositores que ainda permanecem detidos inclui nomes como Juan Pablo Guanipa, aliado de María Corina Machado, acusado de conspiração contra futuras eleições; Javier Tarazona, preso desde 2021 por acusações de terrorismo, traição e incitação ao ódio; e Freddy Superlano, detido em julho de 2024 durante protestos contra a reeleição de Nicolás Maduro.
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