ONG relata 192 mortos em protestos no Irã. A contagem de vítimas aumenta em meio a crise e repressão. Leia a notícia!
A ONG Iran Human Rights (IHRNGO) atualizou o número de mortos durante os protestos que se iniciaram no Irã no final de dezembro. A organização relata que o número de vítimas confirmadas ascendeu a 192, em meio a uma grave crise econômica que impulsionou as manifestações.
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A dificuldade em verificar informações independentemente, devido ao acesso restrito à internet no país, dificulta a avaliação precisa da situação. A IHRNGO, com sede em Oslo, baseou seu relatório em fontes diretas dentro do Irã e em duas agências de notícias independentes.
A entidade destaca que a repressão aos protestos se intensificou à medida que se espalharam por diversas regiões do país. Um caso notório é o de Rubina Aminian, estudante curdo-iraniana de 23 anos, que faleceu na quinta-feira, 8, durante manifestações em Teerã.
Segundo relatos dos pais, ao irem ao necrotério para identificar o corpo da filha, encontraram um grande número de cadáveres, o que evidencia a violência da repressão.
Outra agência de notícias, a Human Rights Activists News Agency (HRANA), que opera a partir dos Estados Unidos, contabilizava até sábado 116 mortes confirmadas, devido às restrições de comunicação no Irã.
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Um relatório da agência mencionava que o pico dos protestos ocorreu em 8 de janeiro, com pelo menos 96 manifestações em 27 das 31 províncias iranianas, levando o governo a interromper o acesso à internet e às comunicações internacionais.
Apesar das restrições, a Hengaw Organization for Human Rights divulgou vídeos que mostram marchas noturnas com grande participação popular em diversas cidades, incluindo a capital iraniana.
Por outro lado, a agência estatal Tasnim, ligada ao regime islâmico, informou a morte de oito membros das forças de segurança entre quarta e quinta-feira, em supostos ataques com armas de fogo.
O governo iraniano alega ter detido cerca de 200 líderes de grupos considerados “terroristas”, além de apreender armas, granadas e coquetéis molotov.
O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, acusou os Estados Unidos e Israel de promover divisões no mundo islâmico para alcançar “objetivos sinistros”, durante uma reunião com o ministro das Relações Exteriores de Omã.
Os protestos iniciaram-se em 28 de dezembro, motivados pela desvalorização do rial, pela inflação elevada e pelo agravamento das condições de vida da população.
Com o avanço das manifestações, o movimento incorporou críticas diretas ao regime dos aiatolás.
Diante da escalada da repressão, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que pode intervir em apoio aos manifestantes caso a violência persista.
Em resposta, o Exército iraniano afirmou estar preparado para enfrentar qualquer “complô estrangeiro”, acusando Washington de fomentar a instabilidade no país.
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