Massacres em Comunidades Cariocas: Falta de Vontade Política
Em meio à persistência de violência em comunidades carentes do Rio de Janeiro, o fundador da ONG Antônio Carlos Costa atribuiu a situação à ausência de transformações estruturais nas políticas de segurança pública. Em um vídeo divulgado na quarta-feira (29.out.2025), Costa criticou a falta de ações efetivas após o recente episódio de violência.
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Segundo ele, o problema se mantém devido à localização das vítimas em áreas pobres. A megaoperação policial realizada na terça-feira (28.out.2025) no Rio de Janeiro resultou na morte de 4 policiais, além de 60 suspeitos de envolvimento com o crime organizado.
Balanço da Operação Policial
De acordo com informações oficiais, a operação policial resultou em 81 prisões, apreensão de 72 fuzis, uma pistola, 9 motos e 200 kg de drogas. A ação teve como alvo o Comando Vermelho (CV). O governador (PL) afirmou com “tranquilidade” que as vítimas eram criminosos, ressaltando que o problema não é novo e que a resposta das autoridades segue um padrão inalterado por mais de 4 décadas.
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Críticas à Ação do Estado
Costa apontou que o Estado intervem nas comunidades com abordagens violentas, sem implementar políticas públicas como saneamento básico, moradia digna, acesso à educação e hospitais decentes. Ele criticou o discurso de autoridades eleitas que incentivam abordagens violentas nas comunidades.
O fundador da ONG ressaltou que o problema já foi elucidados, com um diagnóstico e medidas óbvias não são implementadas, porque falta vontade política.
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Operação Contenção e Transferência de Presos
A megaoperação, denominada Contenção, foi deflagrada nos complexos do Alemão e da Penha, que reúnem 26 comunidades na zona norte do Rio. A operação resultou em 81 prisões, apreensão de 72 fuzis, uma pistola, 9 motos e 200 kg de drogas. O governo federal autorizou a transferência de 10 presos do Comando Vermelho, detidos em penitenciárias do Estado, para unidades federais.
A decisão foi tomada em reunião de emergência no Palácio do Planalto.
Liberdade das Vias e Operações de Transporte
Na manhã seguinte à megaoperação, as vias do Rio de Janeiro amanheceram liberadas. Segundo o COR (Centro de Operações e Resiliência), os transportes públicos funcionam sem problemas. As operações de ônibus, VLT, BRT, metrô, trens e barcas ocorrem sem alterações.
Anteriormente, mais de 200 linhas tiveram seus itinerários interrompidos ou alterados devido às interdições.
Conclusão
A situação demonstra a necessidade de políticas públicas abrangentes e de longo prazo, que abordem as causas estruturais da violência e garantam a segurança e o bem-estar das comunidades mais vulneráveis do Rio de Janeiro.
