Omid Malekan critica priorização de bancos e debate regulamentação de stablecoins nos EUA

Professor Omid Malekan critica a regulamentação de stablecoins nos EUA, alertando para a priorização dos bancos em detrimento dos consumidores.

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(Imagem de reprodução da internet).

O debate sobre a regulamentação de stablecoins nos Estados Unidos se concentra em uma disputa entre os interesses da indústria bancária e a necessidade de proteger os consumidores. O professor e autor de criptomoedas, Omid Malekan, critica a priorização dada aos bancos em detrimento dos interesses dos consumidores, argumentando que muitas das preocupações levantadas são baseadas em “mitos não comprovados”.

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A discussão central gira em torno da possibilidade de emissores de stablecoins compartilharem seus lucros com terceiros, um ponto que os lobbies bancários consideram uma “brecha” a ser fechada.

Rendimento e a “Fuga de Depósitos”

A principal preocupação dos bancos é que a capacidade de stablecoins oferecerem rendimentos de aproximadamente 5% sem risco possa levar a uma “fuga de depósitos”, desestabilizando bancos comunitários. No entanto, Malekan apresenta contra-argumentos, afirmando que o crescimento das stablecoins não necessariamente prejudica os depósitos bancários, especialmente considerando que a maior parte da demanda por stablecoins vem de investidores estrangeiros.

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A necessidade de emissores manterem reservas em títulos do Tesouro e depósitos bancários pode, na verdade, aumentar a atividade bancária geral.

Concorrência e Crédito

Malekan também argumenta que a concorrência das stablecoins não prejudicará o crédito, apenas os lucros dos bancos. Os bancos podem competir pagando taxas de juros mais altas aos depositantes, que atualmente estão em níveis baixos, com um rendimento médio nacional de apenas 0,62%, segundo a BankRate.

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Além disso, a maior parte do crédito nos EUA já vem de fontes não bancárias, como fundos do mercado monetário e crédito privado.

Vulnerabilidade e Prioridades

O autor questiona a vulnerabilidade dos bancos comunitários e regionais à adoção de stablecoins, afirmando que os maiores “money center banks” são os mais suscetíveis. Ele atribui a persistência do mito à influência de grandes bancos que buscam proteger seus lucros, e startups de criptomoedas que tentam vender seus serviços a bancos menores.

Malekan enfatiza que os poupadores merecem consideração além dos tomadores de crédito, e que restringir o compartilhamento de rendimentos por parte de emissores de stablecoins protegeria os lucros dos bancos, em detrimento dos consumidores.

Conclusão: Priorizando a Inovação e o Consumidor

Malekan conclui que o Congresso deve priorizar a inovação e os consumidores, em vez de proteger grandes bancos altamente lucrativos. Ele acredita que a maioria das preocupações levantadas pela indústria bancária não são comprovadas nem fundamentadas, e que o Congresso tem feito um bom trabalho ao colocar o progresso americano acima de interesses corporativos.

A discussão destaca a importância de um ambiente regulatório que promova a inovação financeira, ao mesmo tempo em que protege os interesses dos consumidores.

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