Ômega-3: A Realidade Alarmante da Sua Ingestão (e a Solução!)

Omega-3: a saúde em risco? Estudo revela que a maioria não consome o suficiente! 😱 Descubra por que você pode estar em falta e como aumentar sua ingestão de EPA, DHA e DPA. 🐟 Alerta: a falta de peixes gordurosos na dieta é um problema global! Saiba mais

3 min de leitura

(Imagem de reprodução da internet).

A Importância do Ômega-3 e a Realidade da Ingestão

Você já deve ter ouvido falar sobre a importância do ômega-3 para a saúde. No entanto, apesar do amplo conhecimento sobre o papel desses ácidos graxos no organismo, a maioria da população ainda os ingere em quantidades muito abaixo das recomendações internacionais.

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Uma revisão de 42 estudos publicada em novembro na revista Nutrition Research Reviews reuniu evidências técnicas e científicas que embasam guias alimentares de dezenas de países e identificou que boa parte das pessoas dá pouco espaço no prato a alimentos ricos em ômega-3 ou a fontes que sirvam de base para sua produção pelo organismo.

Dados Revelam a Baixa Ingestão de Ômega-3

“Esses dados revelam que a maioria come pouco ou quase nenhum peixe gorduroso na semana. A estimativa é de que três em cada quatro pessoas no mundo não atingem os valores recomendados de 250 mg ao dia, em média”, afirma o médico nutrólogo Rodrigo Costa Gonçalves, do Einstein Hospital Israelita em Goiânia.

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Impactos da Baixa Ingestão

Na prática, essa quantidade equivale a consumir um peixe rico em ômega-3, como sardinha e atum, duas a três vezes por semana. “Quem não tem esse padrão alimentar provavelmente está abaixo da faixa protetora”, diz Gonçalves. O foco do estudo recaiu sobre três tipos de ômega-3: EPA, DPA e DHA.

Esses compostos estão associados a benefícios em diferentes fases da vida, mas todos têm origem semelhante na dieta: peixes marinhos gordurosos e alguns vegetais, especialmente as algas.

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Benefícios e Recomendações

Uma dieta com quantidades adequadas de EPA e DHA está associada à redução de marcadores lipídicos, como os triglicerídeos, com reflexos inclusive na diminuição da incidência de infartos. Além disso, durante a gestação, a atenção ao DHA ganha ainda mais relevância, já que esse tipo de ômega-3 participa ativamente da formação do cérebro e da retina do bebê.

Não à toa, segundo o estudo, a maioria das diretrizes recomenda a adição de 100 a 200 miligramas diários de ômega-3 para gestantes.

Como Aumentar a Ingestão

O cardápio semanal deve incluir ao menos duas porções de peixes como sardinha, cavala, salmão, atum fresco ou anchova. A baixa presença de pescados gordurosos na dieta também está relacionada a hábitos culturais e dificuldades regionais de acesso.

O peixe concentra EPA e DHA em formas prontamente utilizáveis pelo organismo, mas alimentos de origem vegetal, como linhaça, chia, nozes, óleo de canola e folhas verdes, fornecem o ALA, um precursor do ômega-3. Para aumentar os níveis de ômega-3, a rotina alimentar deve incluir preparações com chia, nozes ou linhaça, que podem ser adicionadas a iogurtes, pães e outras receitas, além de saladas com folhas verdes e óleo de canola.

Considerações Finais

Mas saiba que essa conversão é limitada. “Menos de 10% do ALA que comemos de fato se torna um ácido graxo, então para quem não come peixes, óleos de microalgas parecem ser a alternativa de substituição mais eficiente”, diz o médico do Einstein.

Os suplementos, à base de algas ou óleo de peixe, aumentam o índice de ômega-3 no sangue, embora exista grande variação de concentração e qualidade entre os produtos disponíveis. “Para a população em geral, a melhor recomendação é focar em priorizar o consumo de peixes na dieta, que parece ser a forma mais saudável de atingir essas metas alimentares”, afirma Rodrigo Gonçalves.

A indicação de suplementação depende do perfil clínico e alimentar de cada um.

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