Óleo de soja: benefícios, riscos e como usar corretamente na sua dieta!

Óleo de soja: benefícios e riscos na dieta. Saiba como o consumo e o processamento do óleo de soja impactam a saúde, com recomendações para um consumo equilibrado

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(Imagem de reprodução da internet).

O óleo de soja é um ingrediente comum na culinária brasileira, utilizado para fritar, refogar e temperar alimentos. No entanto, sua relação com a saúde é mais complexa do que uma simples avaliação. A forma de consumo e o processo de extração do óleo influenciam significativamente seu impacto no organismo.

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Processamento e Composição Nutricional

O óleo de soja é obtido a partir dos grãos de soja através de processos industriais que envolvem prensagem e refinamento. Diferentemente do azeite de oliva, que é prensado a frio, o óleo de soja passa por temperaturas elevadas durante o processamento, o que altera sua composição química.

Essa característica impacta diretamente seu perfil nutricional.

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Uma vantagem do óleo de soja é a presença de gorduras poli-insaturadas, consideradas benéficas para a saúde cardiovascular, em comparação com gorduras saturadas. A inclusão dessas gorduras na dieta, substituindo gorduras saturadas, tem sido associada à redução dos níveis de LDL (“colesterol ruim”) e a um menor risco de doenças cardiovasculares.

Além disso, o óleo de soja oferece vitamina E e ácidos graxos essenciais, reforçando suas qualidades nutricionais em uma dieta equilibrada.

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Desequilíbrio e Inflamação

No entanto, o uso excessivo ou inadequado do óleo de soja, como em frituras constantes, pode contribuir para problemas de saúde. Isso ocorre devido à proporção elevada de ômega-6 em relação ao ômega-3, gerando um desequilíbrio que pode levar a um estado inflamatório crônico no organismo, associado a diversas doenças, incluindo problemas cardiovasculares e obesidade.

Ademais, o uso culinário exige cuidado, pois, quando submetido a altas temperaturas ou reutilizado para frituras, o óleo pode degradar suas gorduras poli-insaturadas, formando compostos potencialmente nocivos.

“As alterações químicas que ocorrem nesse processo podem favorecer a formação de compostos tóxicos, como aldeídos. O óleo também absorve resíduos das frituras anteriores, podendo alterar o sabor e o odor dos alimentos. É importante atentar para a mudança de cor no momento do preparo, geração de fumaça, presença de resíduos e sinais de degradação do óleo”, detalha Flávia Gabrielle P. de Oliveira, docente do UniFavip Wyden e doutoranda em Saúde Pública.

Recomendações para o Consumo Saudável

Para quem utiliza óleo de soja no dia a dia, a recomendação dos especialistas é que ele faça parte de um padrão variado, que inclua fontes de ômega-3 e respeite os limites de aquecimento ou reutilização do óleo. Em outras palavras, o problema não está tanto no óleo de soja em si, mas no contexto geral da dieta e na maneira como as pessoas fazem o uso dele.

“As diretrizes nutricionais indicam que a ingestão total de gordura deve representar de 20% a 35% das calorias diárias, sendo até 10% de poli-insaturadas. Isso, na prática, significa que uma a duas colheres de sopa de óleos vegetais por dia, considerando todas as fontes, seria compatível com uma dieta saudável”, acrescenta Aline Bittencourt, nutricionista.

A recomendação de especialistas é variar as fontes de óleo na cozinha, utilizando óleo de soja para algumas preparações, azeite de oliva para outras, e ocasionalmente óleo de coco ou girassol, criando um equilíbrio nutricional mais adequado.

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