Odontofobia: Como as novas técnicas tornam ir ao dentista menos assustador?

Descubra como superar o medo de ir ao dentista! Técnicas lúdicas e laserterapia tornam o cuidado odontológico mais acolhedor para todas as idades. Saiba mais!

19/04/2026 15:52

4 min

Odontofobia: Como as novas técnicas tornam ir ao dentista menos assustador?
(Imagem de reprodução da internet).

Superando o Medo de Ir ao Dentista: Avanços e Cuidados

O som característico da máquina, o cheiro do consultório e a antecipação da anestesia são gatilhos que causam apreensão em muitas pessoas ao pensar em visitar o dentista. A simples ideia de sentar na cadeira e abrir a boca pode gerar um grande pavor.

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Para alguns, esse receio tem raízes em experiências passadas, onde o atendimento não foi acolhedor; outros desenvolvem o medo a partir de relatos negativos de pessoas próximas.

A boa notícia é que há sinais de melhora nesse cenário. As mudanças positivas começam já na infância, pois hoje muitas crianças encontram ambientes mais acolhedores, pensados especificamente para combater a chamada odontofobia.

Abordagens Modernas no Atendimento Odontológico

Mariana Henriques Ferreira, cirurgiã-dentista e professora da FICSAE, destaca que há uma abordagem adaptada para essa faixa etária. Ela mencionou o uso de técnicas que explicam e demonstram o procedimento com linguagem lúdica e uma atitude muito acolhedora, visando criar uma vivência positiva.

Cuidado Preventivo Desde Cedo

Respeitar o ritmo das crianças e construir um vínculo desde cedo faz uma grande diferença no tratamento. José Carlos Pettorossi Imparato, odontologista do Crosp, conta que hoje tratam crianças antes mesmo dos primeiros dentes surgirem, prestando atenção para que se sintam bem no ambiente.

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Em alguns casos, o paciente recebe um vídeo do profissional antes do primeiro contato pessoal, o que ajuda a diminuir a ansiedade inicial.

Inovações para Adultos e Procedimentos Menos Invasivos

Com os adultos, o foco do especialista costuma ser ouvir detalhadamente as queixas e explicar o procedimento de forma clara. Letícia Mello Bezinelli, cirurgiã-dentista da FICSAE, afirma que os recursos e equipamentos atuais são muito mais modernos e menos invasivos.

Um exemplo disso é o uso da laserterapia de baixa potência antes da anestesia injetável, tornando o tratamento significativamente menos desconfortável.

Tecnologias e Acessibilidade no Tratamento Dental

Os lasers dentários podem, em certas situações, substituir tanto a broca quanto a anestesia. Eles aplicam energia de luz focada para tratar tecidos moles, como a gengiva, e tecidos duros, como os dentes, sem gerar contato físico, vibração ou ruído.

Outros avanços incluem a microabrasão, que permite preservar a estrutura saudável do dente ao tratar cáries, em vez de raspar toda a área. As cerâmicas, resinas de alta resistência e a impressão 3D também são destaques, possibilitando a personalização de implantes e próteses.

Desigualdade no Acesso aos Cuidados

Um levantamento feito pelo CFO e pela ABIMO, divulgado em 2025 durante o Congresso Internacional de Odontologia de São Paulo, aponta que o acesso aos cuidados odontológicos no Brasil é desigual. A pesquisa mostrou que, embora 68% dos brasileiros tenham visitado um dentista no último ano, apenas 23% o fizeram pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Os dados também indicaram que, entre quem tem ensino superior, 75% se consultaram com um dentista, comparado a 54% entre quem possui apenas ensino básico.

Prevenção e Manejo da Ansiedade em Consultas Odontológicas

É importante lembrar que ir ao dentista não é um luxo. Quanto mais o paciente mantém consultas regulares, em vez de só procurar o consultório quando sente dor ou incômodo, menor será a chance de precisar de intervenções mais invasivas.

Geralmente, recomenda-se uma visita anual para quem não apresenta sintomas. Dependendo da avaliação geral e bucal, podem ser sugeridas até duas consultas anuais.

Para lidar com o medo, além de escolher um profissional de confiança, é útil investir em técnicas de relaxamento, como respiração profunda, e usar estratégias de distração, como músicas e conversas leves. Levar um acompanhante que transmita segurança também ajuda.

Em casos de ansiedade ou fobia mais intensos, opções como a sedação consciente podem ser consideradas após avaliação clínica. Bezinelli acrescenta que o uso de sedativos pré-consulta pode ser útil em casos selecionados, sempre sob supervisão profissional, e em situações específicas, procedimentos podem ser realizados em ambiente hospitalar, com anestesia geral.

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