Oceano Ártico: Estratégia Geopolítica em Expansão! EUA, China e Rússia disputam controle da região com derretimento do gelo. Ameaças e estratégias em jogo!
Especialistas em relações internacionais e geopolítica avaliam que o interesse crescente no Oceano Ártico decorre da sua importância estratégica, especialmente com as mudanças climáticas que afetam o derretimento das calotas polares. A região liga Ásia, Europa e América do Norte, e a redução do preço de frete nessa área nas próximas décadas é uma consequência do derretimento do gelo.
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A China se classificou como um país “quase-ártico” e tem cooperado com a Rússia para aumentar sua presença nesse oceano.
O major-general português Agostinho Costa explica que, embora os EUA já controlem praticamente todas as rotas comerciais e oceanos, há uma presença reduzida no Ártico. Ele acredita que a intenção dos Estados Unidos é controlar o Ártico, bloqueando a China.
A estratégia visa garantir o controle das rotas marítimas e evitar que a China exerça influência nesse oceano considerado vital.
Observações de satélite da NASA apontam que o gelo marinho está caindo 13% por década. O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) estima que o Ártico pode ficar sem gelo entre 2050 e 2070. Com o aquecimento global, a rota do Ártico diminui o tempo de navegação entre a China e a Europa, e 80% do comércio global se faz pelos mares.
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O Departamento de Defesa dos EUA, em 2024, expressou a importância do Oceano Ártico para frear os concorrentes de Washington no cenário global, considerando fatores como a invasão da Ucrânia pela Rússia, a adesão da Finlândia e da Suécia à Otan, a colaboração entre a China e a Rússia, e os impactos das mudanças climáticas.
O presidente dos EUA, em determinado momento, ameaçou invadir e anexar a Groenlândia, medida criticada por aliados europeus.
Com apenas 56 mil habitantes, a Groenlândia é um território semiautônomo do Reino da Dinamarca. O major-general português Agostinho Costa destaca que o governo Trump tem adotado medidas semelhantes à de séculos passados, buscando o controle do Canal do Panamá, do Canadá e da Groenlândia, o que o faz lembrar da era da pirataria e do controle dos mares.
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