OAB e grupos protocolam ações no STF contra lei de cotas em Santa Catarina

STF analisa ações de inconstitucionalidade contra lei de Santa Catarina que proíbe cotas raciais em universidades estaduais. OAB, PT e UNE ingressam na ação.

2 min de leitura

(Imagem de reprodução da internet).

Diversas entidades, incluindo a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e outros grupos, protocolaram ações de inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal (STF) com o objetivo de suspender uma lei estadual de Santa Catarina. A legislação, que restringe a reserva de vagas raciais em instituições de ensino que recebem recursos públicos do estado, é alvo de questionamento.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A ação busca avaliar a constitucionalidade da norma.

A OAB, o Partido Socialista Brasileiro (PSOL), o Partido dos Trabalhadores (PT), a União Nacional dos Estudantes (Une), a Coalizão Negra por Direitos e a Educafro – associação que defende a inclusão de negros e pessoas de baixa renda no acesso à educação superior – são alguns dos grupos que entraram com a ação.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Essas entidades buscam garantir o direito à igualdade de oportunidades no acesso à educação.

As entidades argumentam que a lei estadual ignora a complexidade das desigualdades sociais e que a proibição de cotas raciais é incompatível com o constitucionalismo democrático contemporâneo. Além disso, elas ressaltam que o país tem o dever de combater o racismo estrutural.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

LEIA TAMBÉM!

A Lei nº 19.722/2026, aprovada pela Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina (Alesc) e sancionada pelo governador Jorginho Melo, proíbe que universidades estaduais e outras instituições de ensino superior que recebem recursos do governo do estado adotem políticas de reserva de vagas ou outras formas de cota.

A lei permite exceções, como a reserva de vagas com base em critérios exclusivamente econômicos ou para estudantes de escolas públicas.

A lei prevê multas de R$ 100 mil por edital e corte de repasses públicos para quem descumprir a legislação. A Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), com cerca de 14 mil alunos, é uma das instituições afetadas. A proibição de cotas não se aplica a instituições federais, como a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

O debate sobre a constitucionalidade da lei estadual e seus impactos na educação superior em Santa Catarina continua no STF. A decisão da Corte terá implicações importantes para o acesso à educação e para a promoção da igualdade racial no país.

Sair da versão mobile