Volatilidade na Wall Street: Nasdaq e S&P 500 caem com queda da Nvidia. Aversão ao risco impacta mercados globais.
A quinta-feira, 20, apresentou um cenário de intensa volatilidade no mercado externo. Nos Estados Unidos, o dia começou com otimismo, impulsionado pelos resultados da Nvidia, mas a tranquilidade durou pouco. Uma reviravolta abrupta no meio da tarde transformou o rali inicial em um dia de fortes quedas para os principais índices.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
O Nasdaq Composite, que havia subido 2,6%, fechou em queda de 2,16%. O S&P 500, que avançava 1,9%, terminou o pregão com baixa de 1,56%. O Dow Jones também oscilou fortemente, com um movimento de cerca de mil pontos, mas fechou em queda de 0,84%. A turbulência foi impulsionada pela ação da gigante de IA.
A ação da Nvidia (NVDA) iniciou o dia em forte alta, subindo 5%, mas perdeu força ao longo da sessão e terminou com queda de 3,2%. Esse movimento impactou outras empresas ligadas à inteligência artificial, como Oracle e AMD, que também apresentaram quedas.
A ação da Nvidia sozinha não teria sido suficiente para sustentar o rali inicial.
José Torres, economista sênior da Interactive Brokers, descreveu a virada como um “retorno colossal em U”, que derrubou o S&P 500 mesmo após o índice ultrapassar a média móvel de 50 dias pela manhã. Investidores com diferentes perspectivas sobre o setor de tecnologia influenciaram o mercado.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Outro fator que pesou sobre o mercado foi o relatório de criação de empregos, divulgado com atraso devido ao shutdown do governo americano. O número de vagas criadas (119 mil) superou em muito as expectativas, reforçando a percepção de que o mercado de trabalho continua aquecido e reduzindo as chances de um corte de juros pelo Federal Reserve (Fed) em dezembro.
Analistas expressaram cautela em relação ao setor de IA, alertando para a possibilidade de uma bolha especulativa. David Rosenberg, economista e presidente da Rosenberg Research, destacou que “há muitas décadas uma única ação não movia o mercado como a Nvidia”.
Gil Luria, chefe de pesquisa tecnológica da D.A. Davidson, enfatizou que a Nvidia não é o principal problema, mas sim as empresas que estão se endividando para construir data centers.
Apesar das divergências, a Nvidia continua vista como protagonista da nova era de computação. No entanto, como mostrou o pregão de quinta-feira, nem mesmo ela foi capaz de evitar um dia de forte aversão ao risco nos mercados globais. A preocupação com o alto custo energético dos chips da empresa, especialmente modelos antigos, também foi levantada.
Autor(a):
Responsável pela produção, revisão e publicação de matérias jornalísticas no portal, com foco em qualidade editorial, veracidade das informações e atualizações em tempo real.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Fique por dentro das últimas notícias em tempo real!