Novo Nordisk em crise! Ações despencam após guidance pessimista para 2026. Eli Lilly assume a liderança no mercado de GLP-1. Saiba mais!
As ações da Novo Nordisk sofreram uma forte queda após a divulgação de um guidance pessimista para 2026. A fabricante do Ozempic e do Wegovy, medicamentos utilizados no tratamento de diabetes e obesidade, viu seu valor de mercado despencar, refletindo as expectativas de menor crescimento e lucro.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
A empresa projetou que o crescimento ajustado de vendas e do lucro operacional variaria entre uma retração de 5% e 13%, considerando taxas constantes de câmbio. Esse intervalo ficou significativamente abaixo das expectativas do mercado, que projetavam uma redução de cerca de 3,5%, e resultou em uma queda de 14% a 18% nas principais bolsas de valores.
O valor de mercado da empresa recuou para a faixa de US$ 223 bilhões a US$ 225 bilhões, um declínio de mais de US$ 330 bilhões em relação ao pico alcançado em 2022, quando a empresa era avaliada em cerca de US$ 306 bilhões. Essa desvalorização demonstra a crescente pressão sobre a empresa, que antes era vista como a principal beneficiária da popularidade dos medicamentos GLP-1.
A principal razão para a projeção negativa da Novo Nordisk reside nas mudanças no ambiente regulatório e competitivo nos Estados Unidos. A aprovação de uma medida chamada “Most Favoured Nations” (MFN) forçou a empresa a vender seus medicamentos pelo preço mais baixo oferecido em qualquer outro país desenvolvido, o que impactou diretamente suas margens de lucro.
Além disso, ajustes contábeis e comerciais que haviam impulsionado os resultados em 2025 deixaram de existir, reduzindo o impacto positivo na empresa.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
A redução da cobertura do Medicaid (programa de saúde do governo americano) para tratamentos contra obesidade também limitou o volume de prescrições, um canal crucial para o crescimento da empresa. A concorrência acirrada, com a disseminação de versões manipuladas dos medicamentos da Novo Nordisk a preços mais baixos, e o avanço de medicamentos rivais da Eli Lilly, contribuíram para a pressão sobre os produtos da empresa.
Enquanto a Novo Nordisk enfrenta desafios, a Eli Lilly tem ganhado força no mercado de medicamentos GLP-1. Em 2025, a farmacêutica americana assumiu a liderança, alcançando 53% de participação no mercado de medicamentos injetáveis de GLP-1 no primeiro trimestre e 57% no segundo, com base em dados de mercado e rastreamento de prescrições mensais nos EUA.
O sucesso se deve principalmente ao Mounjaro, que registrou uma receita de US$ 6,52 bilhões no terceiro trimestre de 2025, um aumento de 109% em relação ao ano anterior.
O tirzepatida, princípio ativo do Mounjaro e Zepbound, também se destaca por sua eficácia, demonstrando uma perda de peso de cerca de 20% nos estudos em dose máxima, superando o Wegovy em testes comparativos. O desempenho da Eli Lilly sinaliza uma mudança no cenário competitivo e representa um desafio adicional para a Novo Nordisk.
Autor(a):
Responsável pela produção, revisão e publicação de matérias jornalísticas no portal, com foco em qualidade editorial, veracidade das informações e atualizações em tempo real.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Fique por dentro das últimas notícias em tempo real!