Novo Centro Administrativo Impulsiona Recuperação do Mercado Imobiliário em São Paulo

Novo Centro Administrativo impulsiona recuperação do centro de São Paulo! Investimento de R$ 6 bilhões promete transformação na região da Sé. Saiba mais!

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(Imagem de reprodução da internet).

Retomada do Centro Paulistano: Análise do Mercado Imobiliário

O centro da capital paulista, outrora um polo dinâmico de grandes empresas e atividade econômica, passou por transformações significativas nas últimas décadas. A partir da década de 1970, iniciou-se uma consolidação de novos epicentros financeiros, culminando na consolidação dos anos 1990.

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Essa transição, marcada por eventos sociais como a primeira apreensão de crack no Brasil em 1990, também influenciou a percepção do centro antigo. Apesar do estigma associado à região da Santa Efigênia, a resiliência de seus habitantes e a busca por recuperação da área ainda são evidentes.

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Dados do Mercado Imobiliário em 2025

A numeração das ruas da cidade e a quilometragem das rodovias do Estado ainda se originam do Marco Zero, na Sé, demonstrando a importância histórica e funcional do centro antigo. Mesmo em um grau de referência, o centro continua a servir como ponto de referência para a cidade, especialmente para os Campos Elísios.

A construção do novo complexo administrativo do governo estadual, com capacidade para cerca de 22 mil servidores, representa um marco importante para a região.

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Novo Centro Administrativo e Oportunidades

Com um investimento estimado em R$ 6 bilhões, o novo centro administrativo do governo de São Paulo, com 291.608 metros quadrados de área computável, promete impulsionar a região. O projeto, desenvolvido pelo consórcio MEZ-RZK Novo Centro, inclui a restauração de 17 imóveis tombados, a ampliação das áreas verdes do Parque Princesa Isabel e a construção de um novo terminal de ônibus.

A previsão de entrega é até 2031.

Indicadores de 2025

Em 2025, o mercado imobiliário do centro paulista apresentou sinais de recuperação. A absorção líquida foi positiva em 3,4 mil metros quadrados no quarto trimestre e 4,15 mil metros quadrados no acumulado do ano, resultando em uma redução da taxa de vacância para 12,2% ao fim do ano.

Em 2024, a taxa de vacância estava em 15,2%, indicando um interesse renovado por escritórios na região central. Os preços também apresentaram uma leve queda, com o valor médio pedido reduzindo de R$ 36,91 por metro quadrado ao mês no quarto trimestre de 2024 para R$ 31,80 por m²/mês no mesmo período de 2025, buscando manter a competitividade diante de outras regiões da cidade.

Perfil de Ocupação e Desafios

O perfil de ocupação do novo centro administrativo reforça a vocação institucional da Sé. O setor público lidera com 57 mil metros quadrados ocupados, seguido por Educação (24 mil metros quadrados), Serviços (16 mil metros quadrados), Organizações Civis ou Religiosas (8 mil metros quadrados) e TI & Telecom (3 mil metros quadrados).

Apesar do potencial de crescimento, a região ainda enfrenta desafios, como a falta de empreendimentos de padrão A+ ou A, o que limita a atração de grandes empresas privadas. A recuperação futura dependerá da absorção de grandes blocos ainda vagos, o que exigirá descontos, reposicionamento comercial e projetos de retrofit.

O consórcio vencedor, formado por Zetta Infraestrutura, M4 Investimentos, Engemat, RZK Empreendimentos Imobiliários e Iron Property, será responsável pela construção e operação do complexo administrativo durante os 30 anos do contrato. O investimento total na obra é estimado em R$ 6,1 bilhões, com previsão de entrega até 2030.

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