Novo acusa STF de interferência no caso Banco Master. Representação formal à PGR e Polícia Federal investiga ministro Toffoli e outras irregularidades
A Bancada do Novo protocolou, em 26 de janeiro de 2026, uma representação formal à Procuradoria-Geral da República e à Polícia Federal, contra o ministro do Supremo Tribunal Federal. A ação visa investigar o que o partido considera uma “interferência atípica” em relação ao caso da investigação de possíveis fraudes envolvendo o Banco Master.
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Os congressistas do partido solicitaram que os órgãos competentes investiguem a conduta do ministro, alegando que ela ultrapassou os limites de sua função jurisdicional. A representação detalha as supostas irregularidades e pede a apuração dos fatos.
A Comunicação de Fatos encaminhada à Polícia Federal apresenta um histórico detalhado do caso Banco Master, incluindo a viagem do ministro Toffoli com o advogado Augusto Arruda Botelho para assistir à final da Libertadores em Lima, Peru. Também são mencionadas relações societárias entre Roberta Rangel, esposa do ministro, e o advogado de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.
A representação também aborda o resort Tayayá, no Paraná, onde fundos de investimento ligados ao cunhado de Vorcaro compraram participações dos irmãos do ministro Toffoli, no valor de R$ 6,6 milhões. O ministro frequentava o local e era tratado como proprietário pelos funcionários.
Além disso, a transferência de ativos do fundo Arleen para uma holding nas Ilhas Virgens Britânicas, avaliada em R$ 34 milhões, também é alvo da denúncia.
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Após o protocolo das representações, cabe à Procuradoria-Geral da República e à Polícia Federal analisar os documentos e decidir sobre a abertura de investigações formais. O líder do Novo na Câmara, Marcel van Hattem, enfatizou a importância da independência e do cumprimento do dever constitucional por parte das instituições, ressaltando a necessidade de uma resposta clara da sociedade diante das alegações.
As representações do Novo são feitas enquanto o presidente do STF, Edson Fachin, está interno para os integrantes da Corte, o qual deve se basear no código de conduta do Tribunal Federal Constitucional da Alemanha.
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