Nova espécie de réptil de 230 milhões de anos é achada no Rio Grande do Sul!

Nova espécie de réptil de 230 milhões de anos é achada no Rio Grande do Sul! Descubra o *Isodapedon varzealis* e seu bico surpreendente.

14/04/2026 20:41

2 min

Nova espécie de réptil de 230 milhões de anos é achada no Rio Grande do Sul!
(Imagem de reprodução da internet).

Descoberta de Nova Espécie de Réptil no Rio Grande do Sul

Pesquisadores da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) anunciaram o achado de uma nova espécie de réptil datada de 230 milhões de anos no Rio Grande do Sul. Este animal exibe um bico notavelmente parecido com o de um papagaio.

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Detalhes da Espécie Isodapedon varzealis

A equipe, sob a liderança do paleontólogo Rodrigo Temp Muller e da mestranda Jeung Hee Schiefelbein, descreveu a espécie, batizada de *Isodapedon varzealis*. A descoberta foi publicada na revista Royal Society Open Science e teve origem em um material desenterrado no município de Agudo em 2020.

Características e Tamanho Estimado

Estima-se que o *Isodapedon varzealis*, pertencente ao grupo conhecido como rincossauros, tivesse um comprimento que varia entre 1,2 e 1,5 metros. Seu bico pontiagudo, uma característica marcante, era provavelmente utilizado para cortar vegetação e escavar em busca de raízes.

O Processo Científico por Trás do Achado

A preparação do fóssil exigiu um esforço considerável, ultrapassando seis meses de trabalho. Durante esse período, os cientistas tiveram que remover com extremo cuidado o sedimento que cobria a delicada área dos dentes do crânio.

Implicações Paleontológicas

Este novo achado eleva o número de espécies conhecidas de rincossauros do Brasil para seis. Os fósseis foram localizados em camadas rochosas que já continham registros de outras três espécies, o que sugere que o grupo atingiu um pico de diversidade coincidindo com o surgimento dos primeiros dinossauros.

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Conexões Geológicas e Evolutivas

Uma análise de parentesco revelou semelhanças significativas entre o espécime brasileiro e um rincossauro da mesma época encontrado na Escócia. Os pesquisadores sugerem que essa ligação se deve à existência do supercontinente Pangeia, há cerca de 230 milhões de anos.

Nesse período, os animais poderiam transitar livremente pelas vastas massas de terra, sem serem limitados por barreiras oceânicas. Além disso, os fósseis de rincossauros são valiosos como marcadores de tempo geológico, auxiliando os cientistas a datar com maior precisão as formações rochosas onde são encontrados.

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