Níveis Alarmantes de BPA em Pacientes Hospitalizados Revelados em Estudo da Uerj

Níveis alarmantes de BPA em pacientes hospitalares chocam! Estudo da Uerj aponta risco invisível em dispositivos médicos. Leia já!

2 min de leitura

(Imagem de reprodução da internet).

Risco Invisível: A Exposição ao BPA em Dispositivos Médicos

A presença do bisfenol A (BPA) em materiais plásticos é um tema que tem ganhado crescente atenção. Por cerca de 15 anos, o BPA tem sido removido de produtos como mamadeiras e recipientes para aquecimento de alimentos, devido a preocupações com seus efeitos na saúde.

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Essa substância, classificada como disruptor endócrino, pode interferir no sistema hormonal humano, causando potenciais danos à reprodução, ao fígado, ao pâncreas e à tireóide, especialmente em fetos. A preocupação se intensifica quando consideramos a exposição a pacientes hospitalizados.

Estudo Revela Níveis Elevados de BPA em Pacientes

Uma pesquisa realizada pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) investigou a exposição de pacientes a dispositivos médico-hospitalares ao BPA. A equipe de pesquisadores analisou mais de 7.100 artigos científicos, envolvendo 2.305 pacientes.

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O estudo, publicado no periódico Environmental Toxicology and Pharmacology, utilizou uma metodologia rigorosa, conhecida como PICO (Paciente, Intervenção, Comparação e Desfecho), para focar na relação entre o uso de dispositivos médicos e os níveis de BPA detectados no sangue e na urina dos pacientes.

Os resultados apontaram para níveis significativamente elevados de BPA em pacientes expostos a esses dispositivos, independentemente da idade ou da via de administração.

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Limitações e Necessidades Futuras

Apesar da importância do estudo, a equipe de pesquisadores identificou algumas limitações, como a ausência da medição dos níveis basais de BPA nos pacientes antes da exposição. Isso ressalta a necessidade de novos estudos que forneçam evidências mais consistentes sobre essa exposição e suas consequências para a recuperação dos pacientes.

Além disso, a falta de padronização na obtenção de amostras e a possibilidade de contaminação pelos próprios dispositivos plásticos utilizados na coleta representam desafios adicionais. A equipe também destaca a carência de estudos toxicológicos que determinem margens de segurança para a exposição ao BPA.

BPA-Free: Uma Solução Real?

Atualmente, a indústria tem substituído o BPA por análogos comerciais, como o BPS, o BPF e o BPAF, que são comercializados como “livres de BPA” (BPA-free). No entanto, a segurança desses substitutos ainda não foi totalmente avaliada, e a equipe de pesquisadores alerta para a necessidade de cautela.

Acreditam que tornar visível o risco associado à exposição ao BPA é o primeiro passo para garantir que os dispositivos médicos se tornem mais seguros, e defendem o investimento em mais pesquisas, o desenvolvimento de alternativas seguras e a revisão de práticas com base em evidências científicas.

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