Nikolas Ferreira critica nova fiscalização do Pix e resgata vídeo polêmico. Parlamentar denuncia nova norma do governo e questiona o combate ao crime
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) voltou a criticar as metodologias de fiscalização do Pix implementadas pelo governo, utilizando as redes sociais para expressar suas preocupações. Em um vídeo publicado no Instagram, o parlamentar acumulou mais de 1,8 milhão de curtidas em menos de três horas.
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A discussão central gira em torno do retorno de medidas de monitoramento de transações financeiras realizadas através do Pix.
Nikolas Ferreira resgatou um vídeo anterior, publicado em janeiro, que gerou grande repercussão e levou a equipe econômica a emitir uma instrução normativa que aumentava a fiscalização sobre transferências acima de R$ 5.000 do Pix de pessoas físicas.
Ele argumenta que o governo, após a viralização do vídeo, editou uma nova norma em agosto de 2025, retomando o monitoramento de transações.
O deputado descreve a nova norma como um “grande problema”, alegando que, embora apresente um discurso de combate ao crime organizado, lavagem de dinheiro e fraudes, o governo revogou medidas anteriores e, posteriormente, trouxe de volta a fiscalização de forma dissimulada.
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A Receita Federal, em 29 de agosto, conduziu operações em conjunto com a Polícia Federal e o Ministério Público, revelando a infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no mercado financeiro através de fraudes no setor de combustíveis.
A Instrução Normativa RFB nº 2.278, de 28 de agosto, equipara instituições de pagamento e participantes de arranjos de pagamento às instituições financeiras tradicionais no que diz respeito às obrigações acessórias perante o Fisco. As fintechs passam a ser obrigadas a prestar informações por meio do sistema e-Financeira, já utilizado por bancos.
A norma estabelece que as fintechs devem comunicar à Receita Federal dados sobre saldos e movimentações financeiras de seus clientes sempre que os valores ultrapassarem R$ 2.000 no caso de pessoas físicas e R$ 6.000 para pessoas jurídicas. Esses limites seguem o padrão aplicado às demais instituições do Sistema Financeiro Nacional.
Segundo a Receita Federal, o objetivo da nova fiscalização é reforçar o combate à evasão fiscal, às fraudes e à lavagem de dinheiro, especialmente diante do uso crescente de plataformas digitais por organizações criminosas para ocultar e movimentar recursos ilícitos.
A instrução normativa também prevê que indícios de crimes identificados a partir dessas informações sejam comunicados às autoridades competentes.
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