Nike: Ações caem 10% após resultados trimestrais e alerta na China
Nike vê queda de 10% em ações após resultados financeiros. Desempenho afetado por queda nas vendas na China e aumento de custos. Reafirma potencial no mercado chinês
As ações da Nike sofreram uma queda de quase 10% na sessão de sexta-feira (19), por volta das 13h20 no horário de Brasília. Essa desvalorização ocorreu após a divulgação de um relatório financeiro referente ao ano fiscal de 2026, abrangendo o segundo trimestre encerrado em 30 de novembro de 2025.
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O relatório apontou uma redução nas vendas de produtos da empresa no mercado chinês, impactando negativamente o desempenho da gigante do setor esportivo.
Resultados do Segundo Trimestre
A receita total da Nike no segundo trimestre foi de US$ 12,4 bilhões, representando um aumento de 1%. Esse crescimento foi impulsionado principalmente pelo aumento nas vendas na América do Norte. No entanto, a queda nas vendas na China e na Ásia-Pacífico limitaram o impacto positivo.
Desempenho por Canal de Venda
A receita de vendas por atacado atingiu US$ 7,5 bilhões, com um aumento de 8%, impulsionado também pelo crescimento na América do Norte. Em contrapartida, as vendas diretas registraram uma queda de 8%, para US$ 4,6 bilhões.
Custos e Despesas
As despesas com geração de demanda aumentaram 13%, para US$ 1,3 bilhão, devido ao aumento das despesas com marketing de marca e marketing esportivo. As despesas operacionais gerais diminuíram 4%, para US$ 2,8 bilhões, resultado da redução nos custos com salários e outros gastos administrativos.
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Lucratividade e Estoques
O lucro líquido da Nike foi de US$ 800 milhões, uma queda de 32%, e o lucro diluído por ação foi de US$ 0,53, também com uma redução de 32%. Os estoques da empresa totalizaram US$ 7,7 bilhões, uma diminuição de 3%, influenciada pela redução no número de unidades e pelo aumento dos custos dos produtos, principalmente devido a tarifas elevadas.
Perspectivas Futuras
A varejista de roupas esportivas informou que as vendas na América do Norte aumentaram 9%, para US$ 5,63 bilhões. Apesar da queda na China, a Nike reafirma o potencial de longo prazo do mercado chinês, com planos de estratégias de gestão diferenciadas nos próximos anos.
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