Nicole Kidman e o papel de “Doula da Morte”: O que a atriz revelou?

Nicole Kidman e o Interesse em Ser “Doula da Morte“
A atriz Nicole Kidman, de 58 anos, manifestou acreditar possuir o perfil ideal para atuar como “doula da morte”. Essa função profissional é dedicada ao acolhimento de indivíduos em fase terminal e também aos seus familiares.
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Ela compartilhou recentemente que tem estudado a área após uma experiência vivenciada com a irmã, Antonia, e com Janelle Ann Kidman, que faleceu em setembro de 2024, aos 84 anos. Durante um evento HISTORYTalks, no último fim de semana, Nicole detalhou os motivos que a levaram a considerar o assunto tão relevante.
A Importância do Acolhimento no Fim da Vida
Em suas palavras, ela afirmou: “É ajudar pessoas na fase final da vida. É ajudar as famílias. É estar presente, de forma imparcial. Eu acho fascinante. É verdadeiramente fascinante, muito bonito, e você precisa ter um certo tipo de personalidade para conseguir fazer isso, mas descobri que eu realmente tenho esse perfil”.
A vencedora do Oscar declarou que essa nova vocação se tornou um pilar importante em sua vida, e que deseja oferecer suporte em um momento tão delicado para muitas famílias. “Isso é muito importante para mim. Sempre existe sofrimento na vida, certo?
Mas se há pessoas ali que possam ajudar com isso e tornar esses estágios finais menos dolorosos, para que se possa sentir conexão e amor, então é uma coisa maravilhosa de poder fazer. É isso que estou explorando.”
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A Crescente Necessidade de Cuidados Paliativos
Nicole também abordou a alta demanda por esse tipo de serviço na atualidade. A artista explicou que se trata de uma “grande necessidade” devido ao aumento da expectativa de vida, à solidão enfrentada por muitas pessoas e à forma como alguns são tratados durante os cuidados paliativos.
A Inspiração Pessoal por Trás da Vocação
A atriz ganhou destaque ao revelar, na semana passada, que está estudando para se tornar cuidadora de fim de vida. Segundo reportagem da revista Variety, Nicole discutiu o projeto durante uma palestra na Universidade de San Francisco, nos Estados Unidos.
Ela relembrou um momento pessoal: “Quando minha mãe estava falecendo, ela se sentia sozinha, e havia um limite para o que a família podia proporcionar. Entre minha irmã e eu, temos tantos filhos, nossas carreiras e nosso trabalho, e queríamos cuidar dela porque meu pai não estava mais neste mundo, e foi aí que pensei: ‘Eu gostaria que existissem pessoas no mundo que estivessem lá para sentar imparcialmente e simplesmente oferecer consolo e cuidado’.
Então, isso faz parte da minha expansão e é uma das coisas que vou aprender”, declarou a atriz.
O Cenário Profissional no Brasil
No contexto brasileiro, a função ainda não possui uma regulamentação profissional específica ou reconhecimento formal estabelecido. O papel mais próximo é geralmente desempenhado por profissionais ligados aos cuidados paliativos, como psicólogos, assistentes sociais, enfermeiros e acompanhantes terapêuticos.
Estes profissionais atuam sempre em colaboração e parceria com a equipe médica responsável pelo cuidado integral do paciente.
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