Nicolás Maduro recebe enviado chinês em Caracas e Trump anuncia operação militar

Nicolás Maduro recebe enviado chinês em Caracas e Trump anuncia operação militar para capturar presidente venezuelano. A China exige fim das operações e acusa EUA de violação da soberania

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(Imagem de reprodução da internet).

Em Caracas, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro (PSUV, esquerda), recebeu o enviado especial da China, Qiu Xiaoqi, na sexta-feira, 2 de janeiro de 2026. O encontro, realizado no Palácio de Miraflores, ocorreu em um momento de crescente tensão internacional.

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Imagens da chegada do enviado especial foram divulgadas, mostrando o recebimento por parte do líder venezuelano. Maduro afirmou ter conhecido Qiu Xiaoqi há 20 anos, mencionando o período em que o enviado era jovem.

A reunião contou com a presença da vice-presidente, Delcy Rodríguez, e do ministro das Relações Exteriores, Samuel Garcia. A China, por sua vez, fez um pedido formal aos Estados Unidos, exigindo o fim das operações militares e classificando a ação de prender Maduro como ilegal.

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Reação da China e dos EUA

O governo chinês expressou preocupação com a situação e reiterou sua posição de que a ação dos EUA representa uma violação da soberania venezuelana. Os Estados Unidos, por meio do presidente Donald Trump (Partido Republicano), anunciou a realização de uma operação militar com o objetivo de capturar Maduro e a primeira-dama.

O general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, confirmou a ordem de Trump para a captura do presidente.

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A operação envolveu o uso de 150 caças e bombardeios, com o objetivo de neutralizar sistemas de defesa aérea venezuelanos. Helicópteros militares dos EUA transportaram tropas para Caracas, capital venezuelana, para a captura de Maduro. A missão durou aproximadamente duas horas e 20 minutos.

Questões e Controvérsias

A operação dos EUA na Venezuela gerou questionamentos sobre a falta de aprovação do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas. O presidente Trump defendeu a ação como desnecessária, argumentando que não havia necessidade de aprovação internacional.

No entanto, surgiram dúvidas sobre o descumprimento de leis dos EUA, que exigem a aprovação prévia do Congresso para operações militares em outros países.

O secretário de Estado, John Rubio, declarou que não foi possível comunicar os congressistas com antecedência. Até a publicação desta reportagem, não havia informações sobre vítimas ou feridos na ação. Autoridades venezuelanas ainda não divulgaram números, mas afirmaram que civis morreram durante a operação.

Transição e Reações Políticas

No início da tarde de sábado, 3 de janeiro de 2026, Trump afirmou que os Estados Unidos assumiriam temporariamente a administração do país até que uma transição política fosse definida. Ele disse que os EUA explorariam e venderiam o petróleo venezuelano.

A vice-presidente Delcy Rodríguez conversou com Trump e manifestou disposição para cooperar com ações lideradas pelos EUA.

Sobre a líder oposicionista María Corina Machado, vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2025, Trump disse que ela não teria apoio político suficiente para governar a Venezuela. A vice-presidente Delcy Rodríguez classificou a ação dos EUA como violação da soberania venezuelana e afirmou que Maduro continua sendo o presidente legítimo do país.

A vice também declarou que a Venezuela está aberta a uma relação respeitosa com o governo Trump, desde que baseada no direito internacional.

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