A presidente interina da Venezuela, representando o partido Movimento Social Venezuelano (MSV), reiterou o reconhecimento de Nicolás Maduro como líder legítimo do país. Em entrevista concedida em Caracas, ela enfatizou que sua atuação como chefe de estado se baseia na Constituição venezuelana e que a responsabilidade pelo comando do país reside nas autoridades locais.
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A declaração veio acompanhada da promessa de que o país promoverá eleições justas e livres, conforme estabelecido na Constituição.
Calendário Eleitoral Definido pelo Diálogo
Segundo a presidente interina, o cronograma para a realização das eleições será definido através de um processo de diálogo político no país. A necessidade desse diálogo é vista como fundamental para garantir a legitimidade e a participação democrática no processo eleitoral.
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Interação com o Presidente Trump e a Cooperação Energética
A presidente interina mencionou ter realizado duas conversas telefônicas com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Ela também relatou uma visita do secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, a Caracas, destacando a importância das negociações envolvendo o setor de energia como um fator de aproximação entre os governos.
Wright informou que mais de um bilhão de dólares em petróleo venezuelano já foram comercializados, com expectativa de vendas adicionais de cinco bilhões nos próximos meses.
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Situação de Detenção de Maduro e Outras Questões Políticas
A presidente interina ressaltou que, apesar da detenção de Nicolás Maduro em uma prisão federal em Nova York, ela e sua esposa continuam a exercer a Presidência da Venezuela, conforme a Constituição. Ela também comentou a situação da líder opositora María Corina Machado, indicando que, em caso de retorno ao país, ela enfrentaria responsabilidades legais devido à defesa de sanções e intervenção militar.
Aberturas e Restrições no Sistema Político
Nos últimos tempos, a presidente interina mencionou algumas mudanças no cenário político, como a libertação de dezenas de presos políticos e a ausência de repressão imediata durante protestos em frente ao tribunal mais alto do país. No entanto, ela também apontou que opositores ainda enfrentam medidas restritivas, como prisão domiciliar.
A situação permanece complexa, com avanços e desafios no sistema político venezuelano.
