Nicolás Maduro e Cilia Flores comparecem a tribunal em Nova York | Acusações de narcoterrorismo e tráfico de drogas contra o presidente venezuelano.
O presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, a deputada Cilia Flores, comparecerão nesta segunda-feira (5) a um tribunal federal em Nova York. A audiência marca o primeiro contato dos dois com o sistema judiciário americano após serem capturados e transferidos para o país, conforme confirmado por fontes judiciais à Agência EFE no domingo (4).
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A primeira aparição pública de Maduro e Flores ocorrerá às 12h no horário local (14h em Brasília) perante o juiz federal Alvin K. Hellerstein em Manhattan. A sessão inicial visa formalizar a apresentação dos acusados, verificar suas identidades e estabelecer aspectos preliminares do caso, incluindo a possibilidade de prisão preventiva e a nomeação de advogados.
Maduro e Flores enfrentam acusações federais que incluem conspiração para o narcoterrorismo, conspiração para a importação de cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos destrutivos, e conspiração para possuir esses mesmos artefatos em apoio a atividades criminosas, além de colaborar com organizações criminosas classificadas como terroristas por Washington.
As acusações, apresentadas em 2020 pela Promotoria do Distrito Sul de Nova York, sustentam que Maduro liderou, por anos, uma rede que utilizava o tráfico de drogas como arma contra os Estados Unidos.
Flores é acusada de participar de operações de apoio logístico e financeiro à mesma estrutura criminosa. Em casos semelhantes, os acusados são geralmente apresentados inicialmente a um juiz para a leitura formal das acusações, a verificação da sua identidade e a definição de aspectos preliminares, como a prisão preventiva ou a nomeação de advogados. É provável que ambos permaneçam em prisão preventiva sem direito a fiança enquanto o processo judicial se desenvolve.
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A procuradora-geral dos Estados Unidos, Pamela Bondi, divulgou um comunicado conjunto com o Departamento de Justiça, o FBI (polícia federal) e a Agência Antidrogas (DEA) sobre a operação que permitiu a captura de Maduro e sua esposa, indicando que a ação exigiu meses de planejamento e tinha como objetivo “garantir o transporte seguro dos acusados ao país para responder às acusações federais que lhes são imputadas”.
O comunicado ressalta que todos os procedimentos foram realizados “em estrita conformidade com a lei americana” e que a missão apoiou “uma investigação criminal em andamento relacionada ao tráfico de drogas e crimes conexos” que, segundo Washington, “contribuem para a violência e a crise das drogas na região”.
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