Nicolás Maduro declara-se presidente após operação militar americana. Trump anuncia gestão temporária da Venezuela, com foco na exploração de petróleo.
Edmundo González, diplomata e analista político da Plataforma Unitária Democrática, com 76 anos, declarou-se o novo presidente da Venezuela no domingo (4 de janeiro de 2026). Em um vídeo divulgado, González fez um apelo às Forças Armadas do país, solicitando o reconhecimento dos resultados da eleição de 28 de julho de 2024.
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Ele concorreu em substituição a María Corina Machado, que foi impedida de se candidatar pelo governo do PSUV (esquerda).
González enfatizou a necessidade de “verdade, justiça e reconciliação” na Venezuela, sem impunidade. Dirigiu-se às forças armadas, lembrando que sua lealdade reside na Constituição, no povo e na República. “Como comandante-geral, lembro-lhes que sua lealdade é com a Constituição, com o povo e com a República”, declarou. O diplomata também pediu a libertação imediata de “presos políticos civis e militares sequestrados por pensar diferente”.
A lista de prioridades de González inclui a reconstrução da Venezuela, com foco na unidade do país. Ele defendeu a necessidade de “unidade para se reconstruir, unidade para se sanar, para nos reencontrarmos e para garantir que nunca mais o poder seja usado contra seu próprio povo”.
Em resposta à operação militar dos Estados Unidos, o presidente Donald Trump (Partido Republicano) anunciou, através de seu perfil na rede Truth Social, a captura de Nicolás Maduro e sua esposa. O general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, ordenou a ação.
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A operação, realizada na madrugada de sábado (3 de janeiro), envolveu 150 caças e ataques a quatro alvos no país.
Houve questionamentos sobre a falta de aprovação do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) para a operação. Trump minimizou a importância da aprovação, afirmando que era “desnecessário”. No entanto, surgiram dúvidas sobre o descumprimento de leis dos EUA.
A operação deveria ter sido previamente aprovada pelo Congresso dos EUA. O secretário de Estado, John Rubio, declarou que não foi possível comunicar os congressistas com antecedência.
No início da tarde de sábado (3 de janeiro), Trump anunciou que os EUA assumiriam temporariamente a administração do país até que uma transição política fosse definida. Ele mencionou a exploração e a venda do petróleo venezuelano. A vice-presidente Delcy Rodríguez conversou com Trump e manifestou disposição para cooperar com ações lideradas pelos EUA. Sobre María Corina Machado, vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2025, Trump afirmou que ela não teria apoio político suficiente para governar a Venezuela.
Delcy Rodríguez classificou a ação dos EUA como uma violação da soberania venezuelana e reafirmou que Maduro continua sendo o presidente legítimo do país. Ela declarou que a Venezuela está aberta a uma relação respeitosa com o governo Trump, desde que baseada no direito internacional. “Esse é o único tipo de relação possível.
Não seremos colônia de nenhum outro país”, disse.
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