Nic Carter alerta: o que o risco quântico significa para o futuro do Bitcoin?

Ameaça Quântica e o Futuro do Bitcoin: Análise de Nic Carter
Nic Carter, pesquisador e cofundador da Castle Island Ventures, levantou uma discussão relevante sobre o futuro do Bitcoin. Segundo ele, o ativo digital não deve atingir novos recordes históricos sem antes enfrentar a ameaça representada pela computação quântica.
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A máxima histórica do BTC foi registrada em 6 de outubro do ano passado, quando o valor chegou a US$ 126.080 por unidade. Desde então, o preço sofreu uma retração superior a 40%.
O Risco Quântico como Fator de Mercado
Carter, um dos especialistas mais críticos sobre a vulnerabilidade da criptografia do Bitcoin a computadores quânticos, já havia apontado esse risco como o motivo de quedas anteriores do ativo. Para ele, assessores financeiros de grandes investidores estão cautelosos com a possibilidade de invasões por hackers com tecnologia quântica.
Na visão do pesquisador, ataques quânticos representam um risco existencial para a moeda digital. Por isso, ele enfatiza que os desenvolvedores do Bitcoin precisam resolver essa questão para que a adoção por investidores comuns continue avançando.
Perspectivas de Carter sobre o Retorno ao Pico Histórico
Em uma publicação recente, o cofundador da Castle Island afirmou que não prevê um novo pico histórico para o Bitcoin até que os desenvolvedores apresentem um plano sólido e um cronograma claro para mitigar o risco quântico.
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Ele criticou a dependência do destino de uma rede de trilhões de dólares apenas na “vã esperança” de que a tecnologia quântica não avance rapidamente. Carter apontou que o Bitcoin está defasado em comparação com outras tecnologias, como as do Google, Cloudflare, Ethereum e até mesmo do governo dos EUA.
A Transição Tecnológica e o Soft Fork
O especialista sugere que as assinaturas pós-quânticas serão incorporadas ao Bitcoin através de um “soft fork”. Este mecanismo permite que as regras da blockchain sejam atualizadas, mas os participantes que não se atualizarem ainda possam operar na rede.
Carter explicou que, após esse soft fork, haverá um período de transição onde será possível usar tanto a assinatura ECC Schnorr padrão quanto a nova assinatura pós-quântica. Isso daria aos participantes tempo para migrar suas carteiras conforme sua percepção de risco.
Conflito sobre Bitcoins Perdidos
Um ponto de tensão levantado é o destino dos 1,7 milhão de bitcoins pertencentes a Satoshi Nakamoto ou perdidos em fases iniciais da moeda. Desenvolvedores, como Jameson Lopp, defendem que esses fundos sejam congelados para evitar roubos por tecnologia quântica.
Entretanto, essa proposta é alvo de críticas de entusiastas, que veem o congelamento como um caminho para a censura na rede. Carter, contudo, acredita que o racional econômico prevalecerá, fazendo com que grandes instituições, como a Strategy e a BlackRock, priorizem a segurança financeira sobre a pureza ideológica.
Cenário de Custódia e Resolução
O pesquisador sugere um meio-termo possível para evitar o fork de congelamento. Ele propõe que uma grande empresa de computação quântica, como Google ou IBM, assuma a custódia legal desses 1,7 milhão de bitcoins perdidos.
Dessa forma, essa custodiante se comprometeria a devolver os ativos aos proprietários originais assim que for tecnicamente viável. Este cenário, segundo Carter, seria o caminho mais organizado para que todos os participantes migrem suas carteiras antes do chamado Q-day, o dia em que a criptografia da blockchain seria quebrada.
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