Gavin Newsom critica redução de tarifas EUA-Brasil, denuncia falta de liderança americana. Críticas a Lula: “petulante, corrupto”. Reuniões em curso após encontro em Kuala Lumpur
O governador da Califórnia, Gavin Newsom, expressou forte descontentamento com o anúncio de uma redução de 50% nas tarifas entre os Estados Unidos e o Brasil, classificando-o como um ato de desrespeito. A declaração foi feita durante um evento, onde Newsom enfatizou a importância do Brasil como um parceiro comercial estratégico. “O Brasil é um dos nossos grandes parceiros comerciais. É o país com o qual deveríamos nos envolver”, afirmou.
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Nos bastidores do evento, Newsom criticou a falta de liderança do governo dos Estados Unidos, descrevendo a situação como um “vácuo”. Ele destacou que, em um momento em que o Brasil é uma das grandes democracias do mundo, a ausência de um posicionamento claro é particularmente preocupante. “Estou aqui por conta da ausência de qualquer liderança do governo dos EUA, é um vácuo. É de deixar o queixo caído”, disse.
O governador da Califórnia também ofereceu uma avaliação crítica do presidente Lula, descrevendo-o como “petulante, corrupto, materialista, cruel e sem palavra”. Newsom ressaltou que a única constante na postura de Donald Trump (e, por extensão, de Lula) é sua inconsistência, caos e crueldade. “A única coisa previsível em Donald Trump é sua imprevisibilidade e sua crueldade”, finalizou.
Após o encontro entre Lula e Trump em Kuala Lumpur, na Malásia, o republicano publicou em sua rede social X (antigo Twitter) que esperava concluir “acordos muito bons” com o Brasil. Já Lula afirmou que suas equipes se reunirão para buscar soluções para as tarifas e as sanções contra as autoridades brasileiras.
O anúncio das tarifas reduzidas ocorreu após Trump aumentar as taxas de importação sobre o Brasil em agosto. Por semanas, o governo americano se recusou a negociar com as autoridades brasileiras. O clima mudou após um encontro entre Lula e Trump na ONU, em setembro, e desde então os dois presidentes mencionaram uma “química” entre eles, o que teria aberto as conversas entre os dois governos.
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