Neurociência da Frustração: Por que a Antecipação nos Ferem Mais

Neurociência da frustração: estudo revela que a antecipação é mais intensa que o resultado. Entenda a mente humana e a reação à perda de expectativas.

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(Imagem de reprodução da internet).

A decepção não reside apenas na perda de um prêmio, como na Mega da Virada, mas sim na própria antecipação. A mente humana reage intensamente à expectativa, desencadeando uma série de processos neurológicos. A preparação mental, a contagem mental e a análise de cenários (“e se”) elevam os níveis de cortisol, focando a atenção e colocando o cérebro em estado de alerta.

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A Neurociência da Antecipação

Quando o evento esperado não ocorre, o cérebro interpreta a perda de valor do estímulo. Não há necessidade de manter o gasto energético. O organismo se adapta rapidamente, o que explica a intensidade da frustração que geralmente diminui mais depressa do que se imagina.

Estudos da Harvard Medical School revelam que a antecipação é mais emocionalmente intensa do que o resultado final.

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Aprendizado e Adaptação

A espera ativa sistemas de recompensa mediados pela dopamina. O cérebro aprende com o desfecho, reduzindo a ativação do cortisol na próxima vez. A memória do evento adiado influencia a resposta emocional, poupando energia. Essa capacidade de adaptação é fundamental para lidar com situações de tensão.

Técnicas Cognitivas e Autoconsciência

A prática da terapia cognitiva, com perguntas como “Qual seria o pior que poderia acontecer?” e “Como você se sente em relação a isso?”, auxilia na redução da ansiedade e no enfrentamento de situações de tensão. A capacidade de não sustentar expectativas infladas contribui para o nascimento de emoções mais leves.

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A Percepção de Nós Mesmos vs. o Externo

Um ponto intrigante é a diferença na forma como lidamos com expectativas externas e internas. Podemos projetar esperança em um evento aleatório, como um sorteio, mas tendemos a duvidar mais de nossas próprias capacidades. O que é externo, como um número aleatório, ganha brilho, enquanto o que é interno, nossas habilidades, parece comum demais para ter valor.

Essa percepção pode ser ajustada.

O Poder da Linguagem e da Autoafirmação

Falar sobre nossas qualidades, de forma consciente e verbalizada, ativa áreas pré-frontais do cérebro, ligadas à autoavaliação e à regulação emocional. O cérebro “ouve” o que dizemos. Ao invés de alimentar expectativas exageradas, podemos direcionar o investimento emocional para a própria capacidade, com menos euforia e mais presença.

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