Netflix e MrBeast investem em experiências presenciais com “Netflix House” e “Beast Land”, atraindo fãs e buscando novos públicos.
As gigantes da streaming, Netflix e MrBeast, estão apostando em um novo modelo de engajamento com seus fãs. Ambos buscam transformar suas marcas em experiências presenciais, um movimento que reflete uma mudança no consumo de entretenimento. A Netflix inaugurou recentemente a “Netflix House”, uma instalação interativa no shopping King of Prussia, na Filadélfia, e planeja uma segunda unidade em Dallas, Texas, em dezembro.
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Essas instalações oferecem jogos e ambientes instagramáveis inspirados em séries como “Wednesday” e “One Piece”, buscando atrair a atenção de um público que busca experiências além das telas.
Essa estratégia surge em um contexto de saturação de conteúdo digital e um desejo crescente por interações físicas. Especialistas apontam que a Netflix e o MrBeast estão respondendo a uma demanda por experiências ao vivo, impulsionada por dados que mostram um retorno à importância de eventos e atividades presenciais.
A Deloitte e a MG2 Advisory indicam que a busca por interações presenciais é uma tendência crescente, especialmente entre os jovens. A Netflix e o MrBeast buscam ampliar o retorno sobre seus investimentos em conteúdo, permitindo que os fãs vivenciem suas marcas no mundo real.
As primeiras iniciativas da Netflix e do MrBeast são acessíveis e flexíveis. Na “Netflix House”, os jogos variam entre US$ 25 e US$ 40, enquanto o acesso completo ao Beast Land custa US$ 7 (aproximadamente R$ 37). Esses preços são inferiores aos de parques tradicionais, como a Disney World, demonstrando a intenção de criar locais de retorno fácil, com atividades que mudam de acordo com a cidade.
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A escolha de shopping centers reforça a estratégia de criar um ambiente de retorno fácil, com atividades que mudam de acordo com a cidade.
Apesar do potencial, a criação de experiências físicas apresenta desafios. A Netflix e o MrBeast estão adotando uma abordagem cautelosa, reconhecendo que a execução impecável é crucial. A necessidade de adaptar o conteúdo para o mundo real, considerando questões de licenciamento e adaptação local, também é um fator importante.
Embora o objetivo não seja criar um império de parques temáticos da noite para o dia, a intenção é encantar os fãs, reduzir cancelamentos e ampliar o consumo de seus produtos. A longo prazo, a possibilidade de monetização dessas experiências é uma consideração, seguindo o modelo já consolidado por empresas como a Disney.
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