Nawaf Salam acusa Israel de crimes de guerra após ataque a jornalistas no Líbano

Nawaf Salam acusa Israel de crimes de guerra após ataque no Líbano que mata jornalista. Saiba mais sobre os ataques e as acusações!

22/04/2026 22:01

3 min

Nawaf Salam acusa Israel de crimes de guerra após ataque a jornalistas no Líbano
(Imagem de reprodução da internet).

Acusações de Crimes de Guerra Após Ataque Aéreo no Líbano

O primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, acusou Israel de cometer crimes de guerra após um ataque aéreo que resultou na morte de uma jornalista e deixou outra gravemente ferida. Segundo a Agência Nacional de Notícias do Líbano (NNA), Amal Khalil faleceu enquanto realizava seu trabalho jornalístico.

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Amal Khalil era associada ao Al Akhbar, um veículo de comunicação de esquerda e com inclinação pró-Hezbollah. Este é o quarto profissional de mídia a morrer por ação israelense no Líbano desde o início dos combates em março de 2026.

Jornalistas Feridas e Acusações de Obstrução

As autoridades libanesas identificaram a segunda jornalista sobrevivente como Zeinab Faraj, uma fotojornalista autônoma. Ambas estavam abrigadas em Tayri, no sul do Líbano, quando o prédio onde se encontravam foi atingido pelos ataques.

Alegações de Impedimento de Resgate

As autoridades libanesas também acusaram as forças israelenses de tentarem impedir que equipes de emergência realizassem o resgate. A mídia estatal libanesa relatou que trabalhadores da Cruz Vermelha tiveram que levar Faraj a um hospital sob o que foi descrito como “fogo hostil”.

Posicionamentos das Partes e Reações Internacionais

Nawaf Salam declarou na rede X que alvejar jornalistas e obstruir o acesso de equipes de resgate, e depois atacar essas equipes, configura crime de guerra. Ele enfatizou que os ataques não são “incidentes isolados”, mas sim um “método estabelecido que condenamos”.

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Resposta do Exército Israelense

O Exército israelense confirmou que duas jornalistas ficaram feridas, mas alegou que não tem como alvo jornalistas e que suas ações visam mitigar danos a elas, mantendo a segurança de suas tropas. As forças israelenses também negaram ter impedido o acesso das equipes à área.

Os militares israelenses relataram que avistaram dois veículos vindos de uma “estrutura militar”, supostamente usada pelo Hezbollah, e que os ocupantes se aproximaram de maneira ameaçadora, levando ao ataque a um dos veículos e a um prédio vizinho.

Contexto dos Eventos e Repercussões Globais

Os ataques ocorreram durante um cessar-fogo considerado frágil entre Israel e o Líbano, visando interromper os confrontos com o Hezbollah. Há planos para uma segunda rodada de negociações diretas em Washington, na quinta-feira, envolvendo autoridades israelenses e um representante do Departamento de Estado dos EUA.

Os acontecimentos geraram reações da ONU e do Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ). O CPJ apontou que Israel foi responsável por dois terços de todas as mortes de jornalistas e profissionais de mídia em 2025. Além disso, especialistas da ONU já haviam solicitado uma investigação internacional independente após o Exército israelense matar três repórteres no Líbano.

Em um contexto mais amplo, o presidente dos EUA, Donald Trump, havia anunciado um cessar-fogo de dez dias no Líbano, que vigorou a partir de 16 de abril, após intensificações de ataques que vinham desde o início de março.

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