Natura Sofre Prejuízo Recorde de R$ 445 Milhões e Desafia Mercado em 2026

Natura Cosméticos Apresenta Prejuízo de R$ 445 Milhões no Primeiro Trimestre de 2026
A Natura Cosméticos (NATU3) divulgou um resultado negativo no primeiro trimestre de 2026, registrando um prejuízo líquido de R$ 445 milhões. Esse resultado representa uma reviravolta em relação ao lucro de R$ 97 milhões alcançado no mesmo período de 2025.
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A empresa atribui o desempenho negativo a uma combinação de fatores, incluindo a queda nas vendas, o impacto de flutuações cambiais e os custos associados à sua recente reestruturação organizacional.
Desempenho Financeiro em Declínio
O Ebitda (Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da Natura alcançou R$ 346 milhões, uma redução de 46,8% em comparação com o ano anterior. A margem do Ebitda também sofreu, atingindo 7,3%, uma contração de 790 pontos-base em relação à margem recorrente de 15,2% observada no primeiro trimestre de 2025.
Essa diminuição foi influenciada por despesas extraordinárias de R$ 221 milhões relacionadas a rescisões de contratos de trabalho durante a reestruturação e pela pressão sobre os custos, ainda em processo de ajuste.
Vendas e Custos: Uma Análise Detalhada
A receita líquida total da empresa somou R$ 4,745 bilhões, apresentando uma queda de 7,7% em reais e 3,7% em moeda constante. No mercado brasileiro, a receita diminuiu 5,5%, com a marca Natura registrando uma queda de 3,0% e a Avon apresentando uma redução de 13,8%.
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Nas operações nos países de língua espanhola, a receita sofreu uma retração de 10,5% em reais, devido à desvalorização das moedas locais e à integração da Avon na Argentina, embora a Natura na região tenha apresentado um crescimento de 7,0% (excluindo o efeito cambial).
O custo dos produtos vendidos, por sua vez, recuou apenas 3,0% em um cenário de queda nas receitas, impactando a margem bruta.
Endividamento e Perspectivas Futuras
A dívida líquida da Natura encerrou em R$ 4,042 bilhões, um aumento de R$ 565 milhões, influenciado por rescisões de contratos, custos de simplificação e um litígio envolvendo produtos de talco da Avon nos Estados Unidos. Apenas a entrada de caixa proveniente da venda da Avon Rússia ajudou a mitigar esse aumento.
A alavancagem financeira da empresa subiu para 2,11x, acima da meta interna da companhia. A administração reconheceu o trimestre como desafiador, mas expressou confiança de que 75% das demissões na alta gerência já foram realizadas e que as economias do novo modelo operacional se tornarão evidentes a partir do segundo trimestre, com resultados completos no segundo semestre de 2026.
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