NaPorta Enfrenta Desafios para se Tornar Referência em Logística de Impacto
A startup naPorta, que busca solucionar a exclusão geográfica no e-commerce brasileiro, está passando por um momento de reavaliação com o apoio do mentor Sérgio Bocayuva, CEO da Usaflex, no programa “Choque de Gestão”. A empresa, criada durante a pandemia para levar produtos a comunidades carentes do Rio de Janeiro e São Paulo, enfrenta o desafio de se consolidar como referência em logística de impacto, indo além da simples entrega de mercadorias.
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O principal obstáculo identificado por Bocayuva é a falta de estrutura e reconhecimento do diferencial da naPorta. A empresa, fundada por Katrine Scomparin e Leonardo Medeiros, opera com uma equipe de entregadores locais e tecnologia própria, mas ainda é vista como apenas uma transportadora, o que a coloca em uma disputa de preços com outras empresas, sem explorar seu potencial de impacto social.
Recomendações para o Crescimento da naPorta
O mentor propõe que a naPorta busque uma certificação de impacto social, que valide seu diferencial para grandes marcas e parceiros. Além disso, sugere firmar alianças com organizações e líderes sociais, que possam agregar credibilidade à marca e abrir portas para novos negócios.
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Outra recomendação crucial é a revisão dos contratos com clientes, que atualmente são frágeis em termos de prazos e cláusulas de penalidade.
Desafios Operacionais e Estruturais
Um dos principais problemas apontados é o longo prazo de pagamento, que pode chegar a 45 dias ou mais, enquanto a naPorta espera até 25 dias para receber dos clientes. Essa situação impacta o caixa da empresa e a relação com os entregadores. Além disso, a falta de uma estrutura comercial e jurídica profissionalizada dificulta a gestão de riscos e a negociação de contratos.
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Visão de Futuro e Modelo de Negócio
Sérgio Bocayuva propõe uma visão ambiciosa para a naPorta: transformar-se no principal canal de entrada para marcas dentro das favelas, criando um marketplace logístico com lastro territorial e capilaridade. A ideia é que as marcas entrem pela naPorta, consolidando-a como o principal e-commerce da favela.
Essa transformação exige profissionalização, comunicação de valor, revisão de contratos e consolidação de diferenciais, mas representa um modelo de negócio promissor e sustentável.
