Muse Gizachew Vence em Corrida Excitante da São Silvestre Centenário!

Muse Gizachew surpreende e vence a São Silvestre! Jonathan Kipkoech no pódio. Fábio Jesus fecha o pódio. Sisilia Ginoka Panga domina prova feminina!

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(Imagem de reprodução da internet).

Centenário da São Silvestre: Muse Gizachew Vence em Final Excitante

A centésima edição da tradicional Corrida Internacional de São Silvestre, realizada na manhã de quarta-feira (31), terminou com um final emocionante. Muse Gizachew, representando o , superou Jonathan Kipkoech, do Quênia, nos 100 metros finais, conquistando o primeiro lugar na disputa masculina.

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O brasileiro Fábio Jesus completou o pódio em terceiro lugar.

Por volta dos 40 minutos da prova masculina, Kipkoech demonstrou sinais de cansaço, não conseguindo manter o ritmo e viu Gizachew fechar em primeiro. A diferença entre os dois atletas foi de apenas quatro segundos: 44min28s contra 44min32s. Fábio Jesus encerrou o pódio com 45min06s.

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Sisilia Ginoka Panga Domina Prova Feminina

Na disputa feminina, Sisilia Ginoka Panga, da Tanzânia, liderou a prova de ponta a ponta, quebrando a sequência de oito anos de vitórias quenianas no topo do pódio. A atleta completou o percurso em 51min06s e, após o término da prova, desmaiou e precisou ser carregada.

Cynthia Chemweno, do Quênia, ficou em segundo lugar com 52min30s, enquanto a brasileira Nubia de Oliveira garantiu a terceira posição com 52min42s. Os seis melhores colocados em ambas as categorias receberam premiação.

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Premiação Recorde para os Campeões

Os campeões da corrida receberão R$ 62.600,00 cada, totalizando R$ 295.160,00 em prêmios, um valor recorde. A última vez que um brasileiro conquistou a São Silvestre foi em 2005, quando Marílson Gomes dos Santos alcançou o bicampeonato. Na categoria feminina, o Brasil venceu pela última vez com Lucélia Peres, em 2006.

História e Tradição da São Silvestre

O maior vencedor da São Silvestre é o queniano Paul Tergat, com cinco títulos (1995, 1996, 1998, 1999 e 2000). No feminino, a portuguesa Rosa Mota lidera com seis vitórias consecutivas (1981 a 1986). Apesar do início da temporada de verão e da onda de calor que afetou o país, a corrida foi realizada com clima ameno, com temperatura de 23 graus.

Cerca de 55 mil corredores participaram do tradicional percurso de 15 quilômetros, que passa por pontos turísticos de São Paulo, como o Estádio do Pacaembu e a Praça da República. A largada e o cruzamento da linha de chegada acontecem na Avenida Paulista.

Origem da Corrida

O idealizador da São Silvestre foi o jornalista Cásper Libero. Em 1924, ele assistiu a uma competição noturna em , na França, na qual os atletas percorriam o trajeto portando tochas de fogo e resolveu implementá-la no Brasil na virada do ano. A primeira corrida foi disputada à meia-noite do dia 31 de dezembro de 1924.

Alfredo Gomes, apelidado de Rei do Fôlego, terminou na frente entre os 48 inscritos, com o tempo de 23min10s.

Na primeira edição, apenas moradores da cidade podiam participar. A prova foi aberta a todos os brasileiros alguns anos depois. Siga o canal da Jovem Pan News e receba as principais notícias no seu WhatsApp!

A Inspiração do Nome

O nome da corrida é inspirado em Silvestre I, o 33º papa da história do Catolicismo. Nasceu em , em 295, e foi papa entre 314 a 335. Iniciou sua vida como papa com a missão de organizar Igreja Católica após o decreto do imperador Constantino, que colocou fim à perseguição aos cristãos.

Responsável por instituir o domingo como dia santo, ele morreu em 31 de dezembro de 335, razão pela qual a data se tornou o Dia de São Silvestre — após sua morte, foi canonizado santo pela Igreja e passou a ser referido como São Silvestre. Por ser realizada no último dia de cada ano, a corrida foi batizada com seu nome.

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