Uma pesquisa recente divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revela uma notável diferença na expectativa de vida entre homens e mulheres no Brasil. Os dados, apresentados nas Tábuas Completas de Mortalidade de 2024, indicam que as mulheres vivem, em média, quase sete anos a mais que os homens.
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A expectativa de vida ao nascer para a população feminina atingiu 79,9 anos, enquanto a masculina se manteve em 73,3 anos.
Impacto da Violência na Expectativa de Vida
A disparidade na longevidade não se deve apenas a fatores biológicos. O estudo do IBGE aponta para uma relação significativa com a violência, especialmente entre os jovens. Observa-se uma taxa de mortalidade consideravelmente superior entre homens na faixa etária de 20 a 24 anos, um fenômeno conhecido como “sobremortalidade masculina”.
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As causas primárias incluem homicídios, acidentes de trânsito e suicídios, impactando negativamente a média de expectativa de vida masculina.
Vantagem Feminina na Terceira Idade
Mesmo quando a análise se concentra na população que sobreviveu à juventude e atingiu a terceira idade, a vantagem feminina persiste. Para indivíduos que completam 60 anos em 2024, a expectativa de vida é de 24,2 anos para mulheres e 20,8 anos para homens.
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Essa diferença se mantém até idades mais avançadas, como os 80 anos, onde as mulheres projetam uma sobrevida de 9,5 anos, enquanto os homens têm uma estimativa de 8,3 anos.
Recuperação da Saúde Pública
Os dados de 2024 também demonstram uma recuperação da saúde pública após a pandemia. Em 2021, a expectativa de vida feminina havia diminuído para 76,4 anos e a masculina para 69,3 anos. O retorno ao crescimento da longevidade para ambos os sexos está associado à redução da mortalidade geral e infantil, impulsionada por melhorias no saneamento, vacinação e atenção básica à saúde.
