Uma mulher foi presa na manhã desta sexta-feira (20) em Campo Belo, na zona Sul de São Paulo, sob suspeita de participação em um esquema de exploração sexual infantil que se estendeu por pelo menos oito anos. A prisão faz parte da terceira fase da operação “Apertem os Cintos”, que já havia resultado na detenção de Sérgio Antonio Lopes, de 60 anos, em fevereiro deste ano, suspeito de liderar a organização.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Investigações e Descobertas
Durante a execução do mandado de busca e apreensão, além da ordem de prisão temporária, foram encontradas evidências de que a mulher recrutava outras mulheres para integrar a rede e divulgava material pornográfico de crianças, provenientes de sua própria família.
Até o momento, nove menores de idade e uma adulta foram identificadas como vítimas do esquema.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
As investigações, que tiveram início em outubro de 2025, revelaram uma organização estruturada, com divisão de funções e atuação coordenada entre os envolvidos. A Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que os mandados foram expedidos com base na materialidade dos crimes, nos fortes indícios de autoria, na gravidade das condutas e no risco de reincidência.
Detalhes da Operação
A primeira fase da operação “Apertem os Cintos” ocorreu em fevereiro deste ano, quando Sérgio Antonio Lopes foi preso no Aeroporto de Congonhas. O avião em que ele estava prestes a pilotar foi cancelado, e ele foi detido ainda na área operacional do aeroporto.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
LEIA TAMBÉM!
Além de Lopes, outras duas mulheres – a avó de três crianças e a mãe – foram detidas, suspeitas de armazenar e vender imagens das menores ao piloto. A investigação também revelou que Lopes realizava pagamentos em troca de imagens relacionadas a crimes de abuso e exploração sexual, e que frequentava motéis com menores de idade.
Estatísticas da Prisão
Com a prisão desta sexta-feira (20), o número total de pessoas presas envolvidas no esquema criminoso já é de seis (um homem e cinco mulheres). Eles estão sob investigação pelos crimes de estupro de vulnerável, favorecimento da prostituição de criança e adolescente, aliciamento, entre outros.
