MPSP Processa Empresa de Nutrição Animal por Morte de Cavalos e Doenças em Animais

Processo do MPSP Aponta Empresa de Nutrição Animal por Morte de Cavalos e Doenças em Animais
O Ministério Público de São Paulo (MPSP) moveu uma ação judicial contra uma empresa de nutrição animal acusada de ser responsável pela morte de dezenas de cavalos e pelo adoecimento de centenas de animais em diversos estabelecimentos rurais do Brasil.
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O caso veio à tona em um haras de Indaiatuba e se espalhou para outras cidades, incluindo Campinas, Itu, Porto Feliz, Volta Redonda e Jaboticabas. A ação busca responsabilizar a empresa pelos danos causados e garantir a segurança alimentar dos animais.
O processo, que tramita na Justiça, inclui pedidos como o bloqueio de ativos da empresa, a proibição de continuidade das atividades até que sejam cumpridas as exigências do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), a realização de um recall dos produtos contaminados e a indenização dos proprietários dos animais afetados.
Além disso, o MPSP solicitou o pagamento de R$ 10 milhões por danos morais coletivos.
Contaminação por Resíduos de Soja
Segundo informações divulgadas pelo Ministério da Agricultura, a empresa utilizava resíduos de soja contaminados com alcaloides pirrolizidínicos na fabricação de rações para diversos tipos de animais, incluindo equinos, bovinos, suínos e aves.
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A suspeita é que essa contaminação tenha sido a causa direta dos problemas de saúde e mortes dos animais.
Casos de Morte e Doença Registrados em Diversas Localidades
Em Indaiatuba, o MPSP registrou 29 mortes de cavalos e cerca de 120 animais adoecidos após o consumo da ração contaminada. Investigações laboratoriais e necropsias revelaram que as substâncias tóxicas estavam presentes nas rações em concentrações alarmantes, até 2.600 vezes superiores ao limite considerado seguro para cavalos. Além de Indaiatuba, o problema foi detectado em propriedades de outras cidades, como Campinas, Itu, Porto Feliz e Jaboticabas.
Resposta da Empresa e Medidas Adicionais
Inicialmente, a empresa contestou a medida de suspensão cautelar da fabricação, buscando anular as ações do MPSP. No entanto, o Ministério da Agricultura apresentou novas evidências técnicas que reforçaram o risco sanitário e a necessidade de manter as medidas de segurança em vigor.
A situação continua sob investigação e acompanhamento das autoridades competentes.
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