MPRS denuncia Daniel Kollet por crimes sexuais contra pacientes em consultas em 2026

MPRS Denuncia Cardiologista por Crimes Sexuais Contra Pacientes em Consulta
O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) formalizou uma denúncia contra o cardiologista Daniel Kollet. As acusações envolvem crimes sexuais cometidos contra três pacientes adultas durante atendimentos em seu consultório particular.
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Os incidentes ocorreram em datas distintas: um em abril de 2024, outro em janeiro e um terceiro em março de 2026. É importante notar que o médico já havia sido detido no mesmo local, em 30 de março, acusado de importunação sexual e posse sexual mediante fraude contra mais de 30 vítimas, em Taquara, no RS.
Detalhes da Acusação e Abuso de Confiança
A denúncia foi apresentada pela promotora de Justiça Silvia Inês Miron Jappe, enquadrando os abusos como estupro de vulnerável, com base no artigo 217-A, parágrafo 1°, do Código Penal, em três ocasiões. Segundo o MPRS, os crimes aconteceram durante as consultas cardiológicas, quando as mulheres estavam parcialmente expostas para exames.
O órgão ministerial aponta que Daniel se aproveitou da confiança depositada pelas pacientes, de sua posição profissional e da vulnerabilidade do momento para cometer os abusos. O MPRS solicitou ao Poder Judiciário a fixação de um valor mínimo para a reparação dos danos sofridos pelas três vítimas.
Relatos das Vítimas e Investigação Policial
O delegado Valeriano Garcia Neto relatou que, durante as consultas, o médico se aproximava das pacientes, abraçando, beijando e acariciando-as sem o consentimento delas. Os depoimentos das três vítimas, com idades entre 30 e 42 anos, apresentaram relatos consistentes e semelhantes, o que ajudou a delinear o modo de operação do suspeito.
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A investigação também revelou que, em um dos casos narrados, a vítima tinha apenas 16 anos na época do crime. Além disso, apurou-se que, após os atos, o médico pedia reiteradamente às vítimas que mantivessem o ocorrido em segredo.
A Prisão e o Posicionamento do Conselho Médico
Durante a prisão, o médico teria admitido informalmente que abraçava as vítimas com a “intenção de demonstrar carinho e de orientações espirituais”. Na época da detenção, o Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio Grande do Sul (Cremers) comunicou que medidas administrativas já haviam sido tomadas para investigar o caso.
O Cremers declarou que tomou conhecimento dos fatos e que a situação era grave, exigindo apuração rigorosa. O conselho afirmou que, se a denúncia fosse comprovada, todas as ações necessárias seriam tomadas para punir os responsáveis.
Próximos Passos no Processo Judicial
O caso segue em andamento, com o Ministério Público formalizando as acusações criminais. A defesa do médico, representada pelo advogado Rômulo Campana, ainda não havia se manifestado sobre os detalhes da denúncia.
A comunidade jurídica aguarda os desdobramentos do processo, que visa garantir a responsabilização do profissional pelos crimes sexuais cometidos contra suas pacientes.
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