MPRJ denuncia 10 policiais do Bope por invasão e desvios em operação na Maré em 2025

MPRJ denuncia 10 policiais do Bope por invasão na Maré! Veja as condutas irregulares em Nova Holanda, em janeiro de 2025. O que foi filmado?

17/04/2026 12:42

3 min

MPRJ denuncia 10 policiais do Bope por invasão e desvios em operação na Maré em 2025
(Imagem de reprodução da internet).

MPRJ denuncia dez policiais do Bope por condutas irregulares em operação na Maré

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) formalizou uma denúncia contra dez policiais militares do Bope. As acusações dizem respeito a condutas inadequadas durante uma operação realizada na comunidade da Nova Holanda, localizada no Complexo da Maré, em janeiro de 2025.

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Os crimes imputados incluem invasão de domicílio, descumprimento de missão e desobediência. Imagens capturadas pela CNN Brasil foram cruciais para apurar os fatos e fundamentar a medida judicial. Nesses registros, é possível observar diversos desvios de conduta.

Irregularidades nas entradas e dentro das residências

As investigações apontaram que os policiais adentraram diversas casas sem obter autorização judicial ou dentro das hipóteses legais cabíveis, muitas vezes sem que os moradores estivessem presentes no momento.

O cabo Rodrigo da Rocha Pita foi filmado utilizando chaves do tipo “mixa” para abrir portas dos imóveis. Em certas ocasiões, os agentes surpreenderam pessoas que se encontravam dentro das residências.

Atividades inadequadas após a invasão

Após realizarem a entrada, os militares utilizaram os espaços das casas para atividades consideradas incompatíveis com o exercício de suas funções durante o serviço. Relatórios baseados nas imagens identificaram o sargento Douglas Nunes de Jesus e Carlos Alberto Britis Júnior, por exemplo, em momentos de descanso nos sofás dos moradores.

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Detalhes das filmagens e obstruções de equipamentos

Um policial, sem identificação nas imagens, foi flagrado pela própria câmera corporal ao se dirigir a uma geladeira. Ele abriu o eletrodoméstico, examinou o conteúdo e pegou uma sacola de alimentos. Em seguida, retirou da parte inferior da geladeira uma garrafa de bebida, que a denúncia descreve como possivelmente de IKÓ ou Guaraviton.

Neste trecho, é audível o policial proferindo a frase: “Todo mundo assistindo televisão bonitinho”. Logo após o incidente na cozinha, o mesmo policial obstruiu a lente da câmera.

Obstrução de câmeras e vasculhamento dos imóveis

Além disso, foi constatada outra irregularidade: um agente foi visto em outra residência sem a parte superior do uniforme. O relatório sugere que os policiais estavam “totalmente alheios ao serviço” ao usarem o local para descansar, em vez de cumprir a missão designada.

Houve também falhas graves no uso das Câmeras Operacionais Portáteis (COPs). Agentes como Rodrigo Rosa Araújo Costa e Diogo de Araújo Hernandes foram acusados de obstruir os equipamentos de maneira intencional, gerando registros de “tela preta”.

Métodos de obstrução e danos materiais

Para causar essas falhas, os policiais empregaram métodos específicos, como usar a bandoleira do fuzil para cobrir o colete. Outras táticas incluíram reposicionar a câmera para cima ou para o lado, o que impedia o registro do interior das casas ou de ações comprometedoras.

As câmeras corporais também registraram ações que envolveram danos e vasculhamento dos imóveis. Objetos foram revirados e até jogados no chão durante as operações. Em um momento, os policiais entraram em um quarto onde havia uma pessoa dormindo e continuaram a revistar o local, mesmo com o morador presente na cama.

Ações subsequentes e envolvidos no caso

Além dos militares já citados, foram denunciados o sargento Bruno Martins Santiago, o tenente Felippe Martins e o cabo Diego Ferreira Ramos Martins. A Polícia Militar comunicou que a Corregedoria-Geral já instaurou um inquérito para apurar as condutas e encaminhou o relatório à Auditoria de Justiça Militar.

A cobertura jornalística continua acompanhando o caso, buscando atualizações sobre os desdobramentos da denúncia apresentada pelo Ministério Público.

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