Motta e Fachin debatem sobre direitos humanos e democracia em lançamento de livro

Partido Republicanos-PB celebra livro de Mudrovitsch sobre votos na Corte Interamericana. Presidente Fachin destaca importância do pluralismo democrático

11/12/2025 7:21

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(Imagem de reprodução da internet).

O presidente do Partido Republicanos-PB, Motta, proferiu discursos durante o lançamento do livro “Votos Particulares na Corte Interamericana de Direitos Humanos”, de Rodrigo Mudrovitsch. A obra, publicada pela Edições Câmara, analisa os votos proferidos por Mudrovitsch enquanto magistrado na Corte Interamericana de Direitos Humanos, entre 2022 e 2024.

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Motta destacou a importância da obra, ressaltando que ela aborda questões cruciais para o Estado Democrático de Direito. Os temas discutidos incluem casos envolvendo Colômbia, Paraguai, Chile, Costa Rica, Peru e Equador, abrangendo a independência judicial, a proteção de povos indígenas, o combate a crimes de lesa-humanidade, a igualdade e não discriminação, a violência de gênero, a proteção da família e do domicílio, e a defesa de pessoas que atuam na promoção dos direitos humanos.

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, complementou, afirmando que a ação dos legisladores e do Executivo é um dever constitucional enquanto houver pobreza e marginalização. Fachin enfatizou que essa responsabilidade só é viável em um contexto de convivência plural e democrática na sociedade.

“Não se trata de renunciar às divergências, mas conviver com as divergências em paz, porque é no pluralismo que a democracia encontra seu sentido”, declarou o magistrado.

Rodrigo Mudrovitsch, autor do livro, explicou que os votos dos magistrados da Corte Interamericana de Direitos Humanos contribuem para aprofundar e desenvolver conceitos nas sentenças, esclarecer as obrigações impostas aos estados e sinalizar avanços possíveis em sentenças futuras.

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Mudrovitsch enfatizou que os casos analisados na Corte Interamericana de Direitos Humanos envolvem vítimas que buscam reparação por injustiças, muitas vezes após décadas de espera, pois a Corte representa a última fronteira para obter algum remédio.

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