Motociclistas Atingem o Ponto de Ruptura: Protesto em Larga Escala Demanda Justiça!
Motociclistas invadem Zona Sul em protesto! Entregadores pedem justiça e fim da exploração em manifestação histórica. Saiba mais!
Motociclistas Bloqueiam Vias na Zona Sul em Protesto Contra Remuneração e Regras de Aplicativos
A manhã de quarta-feira, 25, foi marcada por manifestações de motociclistas na Zona Sul do Rio de Janeiro. O protesto, que se estendeu pela Avenida das Nações Unidas, Marginal Pinheiros e áreas próximas à Ponte Estaiada em Osasco, reuniu cerca de 150 e 200 participantes, respectivamente.
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A mobilização busca reivindicar melhores condições de trabalho e contestar regras impostas por aplicativos de entrega.
Os manifestantes argumentam que a remuneração oferecida em algumas corridas é insuficiente, com valores mínimos de R$ 7 para bicicletas e R$ 7,50 para motos, mesmo em trajetos de até seis quilômetros. Além disso, a categoria exige a criação de uma taxa de espera, equivalente a 10% do valor da corrida, para compensar períodos de inatividade.
A pressão sobre o modelo de trabalho em aplicativos tem ganhado força em meio a discussões sobre regulamentação do trabalho em plataformas digitais.
O governo federal apresentou nesta terça-feira, 24, um relatório com propostas para regulamentar o setor. O documento sugere um piso salarial de R$ 10 por corrida, com um adicional de R$ 2,50 por quilômetro em trajetos superiores a 4 km, além do pagamento integral em entregas agrupadas.
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O grupo de trabalho, que reúne representantes de entregadores, motoristas de aplicativos e integrantes de sete ministérios do governo Lula, busca garantir a justiça remuneratória para a categoria.
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, destacou que o relatório representa um marco na luta por direitos dos trabalhadores por aplicativo. “Eu diria que hoje é um dia histórico, porque pela primeira vez no Brasil os trabalhadores por aplicativo, motoristas de Uber, estão sendo enxergados e tirados da invisibilidade”, afirmou.
O ministro enfatizou que o objetivo é combater a desinformação e garantir que os entregadores recebam uma remuneração justa.
Para aumentar a transparência, o governo anunciou duas portarias. Uma delas prevê a criação de 100 pontos de apoio, com infraestrutura para descanso e trabalho, enquanto a outra trata da composição de preços nos serviços de delivery. O governo espera que as plataformas divulguem a divisão do valor pago entre entregadores, empresas e restaurantes, buscando desmistificar a narrativa das grandes plataformas.
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