Moto Morini: Uma Jornada de Mais de Uma Década para Conquistar o Brasil
A história da Moto Morini no Brasil é um conto de persistência e uma coincidência curiosa. O empresário Fabricio Morini, sem qualquer ligação familiar com a marca italiana, embarcou em uma jornada que durou mais de 12 anos, impulsionada por uma paixão por motocicletas.
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A chegada da marca ao país, em 2024, foi o resultado de anos de negociações, estudos e, acima de tudo, de uma crença inabalável na viabilidade do projeto.
A Herança da Marca Italiana
Fundada em 1937 em Bolonha, Itália, a Moto Morini possui uma história rica e emblemática. A marca, que já foi sinônimo de velocidade e inovação no imaginário italiano, passou por altos e baixos, enfrentando guerras, reconstrução e crises. A retomada da marca, em 2018, com a aquisição por um grupo chinês, abriu caminho para uma nova fase, com produção em massa e um centro de decisões de produto na Itália, enquanto a fabricação é realizada na China.
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Estratégia de Lançamento e Expansão
O lançamento oficial da Moto Morini Brasil ocorreu na EICMA, feira de Milão, em novembro de 2024. A estratégia inicial focou em entrar no mercado onde a indústria já se encontrava para testar a demanda, abrindo a primeira loja em 4 de julho de 2025, em Manaus.
A empresa adotou uma abordagem focada no segmento premium, com modelos entre 600 e 700 cilindradas, buscando capturar a percepção de valor do cliente. A expansão planejada para 2026 inclui Belo Horizonte, São Paulo, Rio de Janeiro e cidades do interior paulista, além de fortalecer a presença no Norte e Nordeste, com Recife e Fortaleza no radar.
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Desafios e Perspectivas Futuras
O objetivo é alcançar 16 lojas totais até o final de 2026, com uma meta de vender entre 3.000 e 3.500 motos. O investimento total do projeto é de 250 milhões de reais, distribuído por diversas áreas, como pessoas, estratégias, fábrica, montagem em Manaus e lojas.
A empresa planeja ampliar o portfólio de produtos, incluindo modelos de 450 e 1.200 cilindradas, além de uma scooter. Fabricio Morini acredita que o setor está prestes a passar por uma “enxurrada” de novas marcas, principalmente chinesas, o que pode diluir a participação das líderes e abrir espaço para novas propostas.
A empresa também está estudando a possibilidade de entrar no mercado de motos elétricas, através da divisão elétrica da Franco Morini.
