Mosaic prevê queda no mercado de fertilizantes em 2025, com dificuldades no Brasil e América do Norte. Retomada esperada em 2026.
A Mosaic, uma grande produtora de fertilizantes, previu que o mercado de fertilizantes teve uma queda maior do que o esperado no quarto trimestre de 2025. Essa retração foi notável no Brasil e na América do Norte, influenciada por dificuldades de acesso a crédito, intensa competição entre os fornecedores e condições climáticas desfavoráveis.
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A empresa divulgou um boletim nesta sexta-feira, 16 de janeiro, indicando que as vendas ficaram abaixo do esperado e impactaram negativamente as margens e o fluxo de caixa durante o período.
No Brasil, o mercado de fertilizantes apresentou uma deterioração significativa no quarto trimestre. A Mosaic destacou restrições mais severas de crédito para produtores rurais e uma maior competição, impulsionada pela chegada de fertilizantes fosfatados com menor concentração de nutrientes provenientes da China.
Produtores rurais optaram por adquirir fertilizantes com menor concentração de nutrientes para reduzir os custos de produção, o que resultou em um aumento no volume de compras.
Na América do Norte, a demanda por fertilizantes diminuiu além da variação sazonal normal no quarto trimestre. As aplicações de fertilizantes no outono foram limitadas devido à situação financeira dos produtores e ao início antecipado do inverno, que reduziu o tempo disponível para aplicação nos campos.
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O mercado de fosfatos foi particularmente afetado, com um custo relativamente mais elevado em comparação com o potássio.
A Mosaic registrou vendas de aproximadamente 1,3 milhão de toneladas de fosfato e 2,2 milhões de toneladas de potássio no quarto trimestre. A empresa ajustou seus planos de produção e o mix de produtos, redirecionando parte da oferta para mercados com maior demanda.
Apesar dessas medidas, os volumes produzidos permaneceram semelhantes aos do trimestre anterior.
A Mosaic projeta um cenário mais favorável para 2026, com a expectativa de que os produtores agrícolas reporem os nutrientes do solo após a safra robusta de 2025, o que deve sustentar a demanda por fertilizantes.
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