Morgan Stanley e Goldman Sachs superam expectativas em 2026

Morgan Stanley e Goldman Sachs superam expectativas em 2026. Lucros recordes impulsionados por trading e forte mercado de capitais. Ações sobem e bancos se preparam para 2026

3 min de leitura

(Imagem de reprodução da internet).

Resultados de Bancos Americanos Superam Expectativas em 2026

Morgan Stanley e Goldman Sachs divulgaram seus balanços referentes ao quarto trimestre de 2026, apresentando resultados que superaram as expectativas do mercado. O desempenho positivo dos dois grandes bancos foi impulsionado por um ambiente favorável para negócios ligados ao mercado de capitais, caracterizado por níveis elevados nas bolsas de valores e maior participação de investidores institucionais.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No Morgan Stanley, o lucro líquido registrou um avanço de 45% em comparação com o mesmo período do ano anterior, atingindo US$ 4,61 bilhões. A receita também cresceu 18%, atingindo um recorde de US$ 18,22 bilhões, com lucro por ação de US$ 2,80, significativamente acima das projeções.

As ações do banco reagiram positivamente ao balanço, apresentando um aumento de aproximadamente 5% no dia e uma valorização acumulada de cerca de 30% ao longo do ano. O principal destaque do Morgan Stanley foi o desempenho do trading em ações, com uma receita que saltou 35%, atingindo US$ 4,12 bilhões, superando as projeções dos analistas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em renda fixa, a receita cresceu 8%, para US$ 2,17 bilhões, em linha com as expectativas. A área de banco de investimento também teve um desempenho robusto, com um aumento de 44% na receita, alcançando US$ 2,11 bilhões, impulsionada por um aumento nas fusões e aquisições, ofertas iniciais de ações e emissões de dívida.

Já a gestão de fortunas, a maior divisão do grupo, registrou um crescimento de 13%, para US$ 8,23 bilhões, favorecido pela valorização dos ativos sob gestão e pelo aumento das taxas de transação.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

LEIA TAMBÉM!

Goldman Sachs, por sua vez, reportou um lucro líquido de US$ 4,62 bilhões no trimestre, com um aumento de 12% em base anual, e um lucro por ação de US$ 14,01, acima das expectativas. A receita total caiu 3%, para US$ 13,45 bilhões, devido à saída do negócio de cartões de crédito da Apple e à transferência da carteira do Apple Card para o JPMorgan Chase.

Apesar da queda na receita, o balanço demonstrou que o modelo centrado em Wall Street permanece forte. O CEO David Solomon afirmou que a empresa continuaria a observar altos níveis de engajamento dos clientes e esperava que o ritmo desse um aumento em 2026.

Assim como no Morgan Stanley, o maior motor de crescimento do Goldman foi o trading em ações, com uma receita que avançou 25%, para US$ 4,31 bilhões, superando as estimativas, impulsionada por operações de financiamento e venda de derivativos para investidores institucionais.

Em renda fixa, o crescimento foi de 12%, com receita de US$ 3,11 bilhões, apoiada por operações ligadas a juros e commodities. O banco de investimento do Goldman registrou um aumento de 25% nas taxas, que somaram US$ 2,58 bilhões, com avanço em fusões e aquisições e emissões de dívida, além de aumento no pipeline de negócios ao fim do ano.

A divisão de gestão de ativos e fortunas manteve a receita praticamente estável, em US$ 4,72 bilhões, acima do esperado, compensando perdas em participações acionárias com maiores taxas sobre ativos sob gestão.

Em conjunto, os resultados reforçam a avaliação de que bancos com forte exposição ao mercado de capitais estão atravessando um momento especialmente favorável. A combinação de preços elevados de ações, juros mais baixos e maior volatilidade global tem sustentado receitas e lucros, criando um cenário positivo para Morgan Stanley e Goldman Sachs no início de 2026.

Sair da versão mobile