Monique Medeiros, a mãe de Henry Borel, o menino de 4 anos que faleceu em março de 2021, foi desligada do seu cargo como professora na prefeitura do Rio de Janeiro. A informação foi publicada no Diário Oficial da cidade na quarta-feira, 25 de outubro de 2026.
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Ela trabalhava na prefeitura há cinco anos e recebia normalmente seu salário.
Adiantamento do Julgamento
A demissão ocorreu após a juíza Elizabeth Machado Louro, responsável pelo 2º Tribunal do Júri, ter determinado o adiamento do julgamento de Monique e seu padrastro, Jairo Souza Santos Júnior, também conhecido como Dr. Jairinho. A decisão foi motivada pela possibilidade de o atraso no julgamento configurar um excesso de prazo legal.
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Pedido de Adiantamento pela Defesa
A defesa de Jairo dos Santos Júnior solicitou o adiamento do julgamento alegando falta de acesso às provas. No entanto, o pedido foi negado pela juíza. Após a decisão, os cinco advogados de defesa presentes no plenário abandonaram o local.
Novo Prazos para o Julgamento
Com o adiamento, o julgamento de Monique Medeiros e Jairo Souza Santos Júnior foi remarcado para 25 de maio de 2026. Os réus são acusados de homicídio, sendo Monique acusada de omissão de socorro e Jairo de homicídio qualificado.
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Investigações e Denúncia
O caso Henry Borel ganhou destaque após a descoberta de 23 lesões por ação violenta no corpo da criança, conforme o laudo do Instituto Médico-Legal (IML). As investigações da Polícia Civil indicaram que Henry era vítima de rotinas de tortura praticadas pelo padrasto, enquanto Monique, como responsável legal pela vítima, teria se omitido de sua responsabilidade, contribuindo para o crime.
Os réus foram presos em abril de 2021 e denunciados pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ). O MPRJ acusou Jairo Santos Júnior de homicídio qualificado e Monique Medeiros de omissão de socorro, detalhando que a combinação de ações resultou na morte do menino.
