Moléculas como proto-DNA em Marte: o que a ciência descobre sobre vida antiga?

Moléculas complexas e proto-DNA em Marte! Rover Curiosity revela achados inéditos na cratera Gale. Será rastro de vida antiga? Clique e saiba mais!

21/04/2026 11:23

2 min

Moléculas como proto-DNA em Marte: o que a ciência descobre sobre vida antiga?
(Imagem de reprodução da internet).

Descoberta Marciana: Moléculas Orgânicas Complexas Sugerem Rastro de Vida Antiga

Desde que pousou em Marte em 2012, o rover Curiosity tem acumulado descobertas científicas que nos aproximam de uma das questões mais antigas da ciência. Recentemente, um estudo publicado nesta terça-feira, dia 21, trouxe um resultado particularmente significativo.

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Pesquisadores anunciaram o primeiro experimento químico realizado em outro planeta capaz de identificar moléculas orgânicas complexas preservadas na superfície marciana. Entre os achados, há, pela primeira vez, uma molécula com estrutura que remete ao proto-DNA.

Detalhes do Experimento e dos Achados

Os dados analisados provêm de amostras coletadas em 2020, localizadas na cratera Gale, especificamente na região conhecida como Glen Torridon. Esta área é notória por apresentar fortes indícios de que já foi habitada por água líquida.

A equipe de astrobiólogos direcionou remotamente o equipamento para analisar minerais de argila do local. Após decompor as amostras, foram identificados mais de 20 compostos químicos notáveis.

Evidências Químicas de Origem Biológica?

Dentre os compostos, destacam-se os primeiros vestígios de uma molécula nitrogenada cuja estrutura se assemelha ao proto-DNA, além do benzotiofeno, um composto sulfuroso frequentemente trazido por meteoritos.

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“A mesma matéria que caiu em Marte vinda de meteoritos é o que caiu na Terra, e forneceu provavelmente os blocos construtores da vida como a conhecemos no nosso planeta”, afirmou Amy Williams, geóloga do Curiosity e coautora do estudo, em comunicado divulgado pelo EurekAlert.

O Significado Científico da Descoberta

É crucial entender que este achado não comprova a existência de vida em Marte. Segundo Williams, sem análises feitas diretamente no planeta vermelho, ainda é impossível determinar se esses compostos vieram de organismos extintos, de meteoritos ou de processos geológicos naturais.

Contudo, a pesquisa confirma um ponto vital: moléculas orgânicas complexas conseguem permanecer preservadas nas camadas superficiais do subsolo marciano por bilhões de anos. “É muito útil ter evidências de que matéria orgânica antiga está preservada, porque essa é uma forma de avaliar a habitabilidade de um ambiente”, explicou Williams.

Próximos Passos na Busca por Vida

O Curiosity abriu um caminho importante, mas não será o único a trilhá-lo. Experimentos similares estão planejados para a missão Rosalind Franklin, que deve chegar a Marte nos próximos anos.

Além disso, há planos para a expedição Dragonfly, que irá até a lua Titã, de Saturno. Este corpo celeste também é considerado um candidato promissor para a busca por vida fora da Terra. Por enquanto, o rover acaba de entregar sua descoberta mais impactante até o momento.

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