Ministro de Minas e Energia Encontra Representantes de Gigantes Chinesas na China
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, intensificou sua agenda oficial na China, reunindo-se com representantes de importantes empresas chinesas, incluindo a CATL e o Grupo SANY. As reuniões, realizadas na última quarta-feira e quinta-feira, refletem o esforço do governo brasileiro em atrair investimentos estrangeiros e fortalecer o setor de mineração e energia.
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Durante o encontro com a CATL, gigante chinesa na fabricação de baterias, o ministro Silveira destacou as recentes descobertas de lítio e terras raras no Brasil, apresentando o país como um ambiente favorável para investimentos, especialmente da indústria chinesa.
Ele enfatizou as condições de estabilidade institucional, segurança jurídica e previsibilidade regulatória que o Brasil oferece.
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A estratégia do governo, conforme apresentada, visa à internalização de etapas cruciais da cadeia produtiva dos minerais críticos, com foco na atração de investimentos para a produção de componentes, células e baterias a partir desses insumos no Brasil.
A CATL, líder global na produção de baterias para montadoras como Tesla, BMW, Volkswagen e Ford, desempenha um papel central na cadeia de veículos elétricos.
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Além da CATL, o ministro Silveira também se reuniu com executivos do Grupo SANY em Changsha, na província de Hunan. A SANY é um dos maiores conglomerados industriais do mundo, atuando em áreas como máquinas pesadas, mineração, energia e infraestrutura.
Outro ponto central da agenda foi o setor de energia nuclear. Em Xangai, o ministro participou de uma reunião com o economista-chefe da China National Nuclear Corporation, estatal responsável pelo desenvolvimento do programa nuclear chinês. O objetivo foi aprofundar o diálogo sobre o desenvolvimento e as aplicações de pequenos reatores modulares.
A tecnologia de pequenos reatores modulares é vista como uma alternativa para ampliar a geração de energia de base, com menor custo inicial, maior flexibilidade operacional e reforço à segurança energética, especialmente em regiões remotas ou com menor infraestrutura.
O ministro Silveira ressaltou que o fortalecimento do setor nuclear brasileiro depende da atração de investimentos privados, principalmente nas áreas de pesquisa mineral, exploração e desenvolvimento da cadeia produtiva do urânio.
