Ministro condena oficiais da PM-DF por ataques a Três Poderes em Brasília. Acusa omissão e propõe pena de 16 anos. Klepter, Fábio Augusto Vieira e outros são acusados
O ministro relator no caso envolvendo os ataques às sedes dos Três Poderes em Brasília, no Supremo Tribunal Federal, apresentou seu voto nesta sexta-feira, 28, recomendando a condenação de cinco oficiais de alta patente da Polícia Militar do Distrito Federal (PM-DF).
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O grupo é acusado de omissão e falhas operacionais que permitiram a invasão e depredação das sedes, ocorrido em 8 de janeiro de 2023.
A análise do caso está sendo conduzida no plenário virtual da Primeira Turma da Corte, com previsão de conclusão em 5 de dezembro. A votação contará com a participação dos ministros e , além do relator.
Para os cinco oficiais de patente mais alta – todos coronéis – o ministro propôs uma pena total de 16 anos, dividida em 13 anos e meio de reclusão e dois anos e meio de detenção, juntamente com o pagamento de multa. Além disso, o voto prevê a perda dos cargos públicos ocupados.
O ministro considerou os réus culpados pelos crimes de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. Os oficiais, que ocupavam funções estratégicas no dia dos ataques, incluem Fábio Augusto Vieira, comandante-geral da corporação na época; Klepter Rosa Gonçalves, subcomandante-geral; Jorge Eduardo Barreto Naime, coronel que chefiava o Departamento de Operações; Paulo José Ferreira de Sousa Bezerra, coronel e subchefe do Departamento de Operações; e Marcelo Casimiro Vasconcelos, coronel responsável pelo policiamento na região da Esplanada dos Ministérios.
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Apesar da rigorosa avaliação da cúpula estratégica, o ministro votou pela absolvição de dois réus de patentes inferiores: o major Flávio Silvestre de Alencar e o tenente Rafael Pereira Martins. O major, segundo o relator, atuava como executor tático, sem poder de decisão sobre o planejamento global.
Já em relação ao tenente, o ministro destacou que o oficial coordenou ações efetivas que auxiliaram na retomada do controle do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal.
A denúncia da Procuradoria-Geral da República sustenta que houve omissão proposital por parte da liderança da PM, apontando falhas no efetivo policial e mensagens trocadas entre os envolvidos que indicariam alinhamento ideológico com os atos antidemocráticos.
As defesas dos sete policiais negam qualquer conduta omissiva ou criminosa, tendo solicitado a absolvição de todos os envolvidos durante a fase de alegações finais.
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