Padilha expõe desafio da desinformação na pandemia e ataca postura antivacina de Trump. Saiba mais sobre a inovação brasileira na produção de vacinas!
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, trouxe à tona um desafio persistente durante a pandemia de Covid-19: a disseminação de informações falsas e o negacionismo. Em um evento que celebrou os 125 anos da instituição paulista e o início da vacinação de profissionais de saúde contra a dengue com a Butantan-DV, a primeira vacina de dose única do mundo contra a doença, Padilha relatou as intensas campanhas de desinformação enfrentadas pelo Instituto Butantan.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
“Atacaram com fake news dizendo que quem tomasse a vacina ia virar jacaré ou teria um chip”, declarou o ministro, enfatizando a absurda natureza dessas alegações. Ele acrescentou que, com mais de 50.000 pessoas já vacinadas, “ninguém virou jacaré”.
A situação expôs a necessidade de combater a desinformação e fortalecer a confiança na ciência e nas instituições de saúde.
Padilha também criticou a postura de alguns governos, citando o exemplo do governo dos Estados Unidos, liderado por Donald Trump, que adotou uma postura antivacina e negacionista. Ele mencionou a decisão de Trump de rasgar um contrato com uma empresa americana para produzir a vacina de RNA mensageiro, além do corte de financiamentos e da perseguição a pesquisadores que trabalhavam no desenvolvimento da vacina.
Essas ações, segundo o ministro, foram marcadas por “várias teses conspiratórias” com o objetivo de impedir a produção da vacina.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Em contrapartida, Padilha destacou a resposta do Brasil, que se concentrou em fortalecer a capacidade nacional de produção de vacinas. Ele explicou que, utilizando as duas melhores instituições públicas do Sistema Único de Saúde (SUS), o Brasil construiu plataformas industriais para a produção de vacinas de RNA mensageiro, garantindo pesquisa, desenvolvimento e produção, e preparando o país para futuras pandemias.
O ministro enfatizou que “a soberania de um país também se consolida a partir do esforço da saúde, da nossa capacidade de produzir aqui, desenvolver aqui, inovar aqui ou em parceria com outros países do mundo os produtos que a nossa população precisa.”
Em 9 de fevereiro de 2026, o governo anunciou um investimento de R$ 1,4 bilhão para ampliar e modernizar a produção de vacinas e soros no Instituto Butantan. R$ 1 bilhão provém do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e R$ 400 milhões do próprio Instituto Butantan. O investimento visa, entre outras coisas, a construção de uma fábrica de vacina contra o HPV (Papilomavírus Humano), a reforma da unidade de produção de vacinas com tecnologia de RNA mensageiro, a construção de uma nova fábrica para a produção do Insumo Farmacêutico Ativo (IFA) para a vacina contra tétano, difteria e coqueluche, a reforma do prédio de produção de soro, a criação de uma nova área de envase e liofilização de soro.
O ministro Padilha afirmou que o investimento coloca o instituto “entre os maiores complexos de inovação e tecnologia industrial do mundo”.
O evento também marcou o início da vacinação de profissionais de saúde contra a dengue com a vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan – a Butantan-DV. O Ministério da Saúde adquiriu 3,9 milhões de doses do imunizante para a primeira fase da campanha, com previsão de distribuição em todas as regiões do Brasil.
Autor(a):
Responsável pela produção, revisão e publicação de matérias jornalísticas no portal, com foco em qualidade editorial, veracidade das informações e atualizações em tempo real.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Fique por dentro das últimas notícias em tempo real!